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Doutora Quinn: exemplo de mulher forte

Uma médica, a mais nova de cinco filhas, vinda de uma família rica e com todos os recursos necessários, acaba decidindo se mudar para uma cidade no interior dos Estados Unidos, no século XVIII e assim se descobrir na nova fronteira do Colorado Springs. Lá, ela é discriminada por ser uma mulher, solteira, e o pior de tudo: afirmar, com todas as letras e com o seu diploma, de que ela é uma doutora. O único laço de amizade que Michaela Quinn (Jane Seymour) forma é com a simpática Charlotte Cooper que tem três filhos: o mais velho Matthew (Chad Allen), a irmã do meio Colleen (Erika Flores)  e o pequeno Brian (Shawn Tooney). 

Depois de um começo conturbado na cidade, Michaela consegue conquistar a confiança de alguns moradores e inclusive dos índios, além do corajoso Sully (Joe Lando) de quem recebe muito ajuda a iniciar seu trabalho como doutora. Mas a série Dra. Quinn: A Mulher Que Cura é sobre Michaela e seus pacientes. Sua família está presente, é claro, mas é quebrando as barreiras como uma mulher da medicina que a doutora enfrenta o machismo, ainda mais grave na época, e a teimosia que as pessoas tinham ao ver o desconhecido sendo desbravado por uma mulher. 

A série passava aqui no Brasil nos anos 90 no SBT                        Divulgação/Montagem
O impacto da atuação de Jane Seymour na pele da personagem, que a fez ganhar um Globo de Ouro por sua atuação, somente acrescentou mais credibilidade a doutora Michaela Quinn. A vida toda, ela foi criada de igual para igual por seu pai que atendia todos seus pacientes ao lado dela, como em um clínica compartilhada. Sua morte foi o estopim necessário para que Quinn começasse a procurar um lugar onde não tivesse que lutar tanto para ser aceita. O problema é que isso não existe e ela apenas percebeu que teria que lutar mais para conquistar seu posto de direito, não importa se a cidade em que estava fosse mais desenvolvida ou não. 

Já no primeiro episódio da série conseguimos admirar a tenacidade da doutora Quinn. Em uma cidade dominada por homens, ela faz questão de tratar qualquer paciente, seja ele negro, índio ou uma prostituta. O que ela menos atura é a presunção dos homens, como ela mesma faz questão de mencionar. Aliás, no quarto episódio da primeira temporada, ela continua vivendo ao seu lema de contar a verdade e quando uma matriarca morre de apendicite, ela faz questão de ficar na frente de todos e contar o que realmente aconteceu: mesmo engolindo seu orgulho. 

Assim, não é de se surpreender de que foi necessário uma mulher forte para criar outra semelhante. A criadora da série Beth Sullivan baseou muito dos personagens em sua própria família. Com a doutora Quinn, ela revelou que pensou nela mesma, ao fazer uma entrevista para o jornal LA Times: "A personagem é muito próxima de mim. Eu a criei pensando: 'O que eu faria se vivesse in 1867?' A maioria desses problemas estão ligados com o que lidamos hoje, como ser uma profissional mulher, tentando fazer isso de uma maneira na qual você é aceita sem ser mandona ou amarga e sem ter as coisas negativas que as pessoas tendem a associar com mulheres no comando." 

Dra. Quinn foi um sucesso de série que rendeu mais dois filmes                           Divulgação/Gif
O romance de Michaela e o solitário Sully funcionou na série porque os dois tinham personalidades fortes e se apoiavam sempre que era necessário. Podemos perceber o respeito mútuo que existe entre eles quando Sully fala sobre a doutora, durante a terceira temporada: "Existe apenas uma coisa que eu sei sobre mulheres...você tem que ser sortudo para achar a certa e então nunca largá-la." 
Jane Seymour, aliás, também revelou em uma entrevista para a ABILITY Magazine que ela acredita que sua personagem é, sim, um modelo de mulher forte: "Ela é a mãe de uma família e ela tenta ajudar as pessoas na cidade em que ela está a não serem racistas, preconceituosos e tenta ajudá-los ecologicamente - ela é basicamente uma mulher dos anos 1990 na década de 1870." 

Dra. Quinn foi uma das primeiras séries de televisão com uma mulher protagonista que provou que uma personagem feminina central pode ser rentável. Muito do que Michaela enfrentou naquela época ainda se aplica a nós, mulheres, atualmente. A série enfrentou críticas de que não seria bem sucedida porque se passava no Velho Oeste, acompanhando uma mulher que praticava medicina. Disseram que não haveria interesse. Estavam enganados: Dra. Quinn: A Mulher Que Cura durou por seis temporadas e teve dois filmes feitos para a televisão. Isso só prova que Michaela Quinn nem sequer precisa de Sully, mas com certeza, ele é um bônus. 

Não mesmo!                                                           Divulgação/CBS/Gif


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