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Dicas: A 2º Caixa Surpresa

A mais nova série de sucesso de Ryan Murphy é Feud, da Fox, que trata das desavenças mais famosas das celebridades. A primeira a ganhar o tratamento hollywoodiano foi as das divas Bette Davis e Joan Crawford, que comemorou aniversário nesta última quinta-feira, dia 23. Crawford, formalmente conhecida como Lucille Fay LeSueur, comemoraria mais de 100 anos de idade se estivesse viva. A data exata não é conhecida: Joan afirmou que havia nascido em 1908, mas inúmeros biográfos contestam essa informação. Para eles, a estrela nasceu em 1905 e alguns até disseram que ela havia nascido em 1904, o que seria impossível já que a data de nascimento de seu irmão Harold foi, mais ou menos, nessa época. Mas é como dizem, uma dama igual Joan Crawford nunca revela sua idade.

Na verdade, a idade de nossa estrela é o que menos importa. Uma pioneira do cinema e uma das poucas atrizes a conseguir passar da era do cinema mudo para o falado com grande sucesso, Joan Crawford, atualmente, é mais conhecida pela polêmica do livro e do filme Mamãezinha Querida, escrito por Christina Crawford, uma de suas filhas adotadas, mas a atriz tinha mais facetas e muitas outras polêmicas que valem muito mais a pena de serem mencionadas. 

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Por isso, A Caixa Surpresa desta sexta-feira traz uma dica de um filmaço com a atriz e relembra, de quebra, os tempos da brilhantina!

Sugestão de livro: As Esganadas - Jô Soares 

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Um serial killer que persegue e mata mulheres gordinhas? Essa é basicamente a história principal do livro As Esganadas de Jô Soares, grande humorista e apresentador brasileiro, que foi lançado em 2011 pela Companhia das Letras. Nele, terror e humor se misturam intrinsecamente quando o detetive Mello Noronha e seu assistente Tobias Esteves começam a investigar o caso de um homem que atrai suas presas com guloseimas portuguesas calóricas para depois matá-las lentamente, como se faz com um cozido bem preparado. 

Nas mãos de qualquer outro autor, essa narrativa seria sombria, com detalhes específicos das torturas que o serial killer, que tem uma relação conturbada com uma importante figura em sua vida, inflige na vida de suas vítimas. Com Jô Soares, entretanto, o cômico prevalece e essa mudança é bem-vinda, criando personalidades consistentes para as personagens, mesmo que elas sejam, de diversas maneiras, simples estereótipos. 

Além da inspiração em histórias de romance policial, Jô Soares situou As Esganadas na era Vargas dando uma profundidade política à sua obra e, de quebra, colocando seu livro de suspense/humorístico em maior contato com a realidade. Um bestseller merecido do autor que você não pode deixar de ler. Mas sem um pastel de nata por perto, certo?  

Sugestão de filme: As Mulheres (The Women) -1939 

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Um filme com um elenco completamente feminino, combinando as maiores estrelas da época de 1930 como Rosalind Russell, Norma Shearer, Paulette Goddard, Joan Fontaine e, é claro, Joan Crawford, em uma história que engloba seus relacionamentos com homens e como isso acaba entrelaçando suas vidas para sempre. 

Tudo começa quando Mary, vivida por Norma Shearer, acredita que seu marido a esteja traindo com outra. Com ajuda de suas amigas, a fofoqueira Sylvia (Rosalind Russell) e a mais fofoqueira ainda Edith (Phyllis Povah), ela descobre que a amante é uma vendedora linda e jovem chamada Crystal Allen, vivida por Joan Crawford, e decide deixar seu marido. Apesar do título do filme ser As Mulheres, as personagens passam a maior parte do filme discutindo sobre seus homens. O subtítulo do poster oficial, aliás, já revela o que esperar da narrativa, que não passaria nem de perto no teste Bechdel (duas mulheres em um filme que falam sobre algo que não seja de homens). No poster lê-se: "É tudo sobre os homens." 

E apesar de Norma e Joan não se darem bem na vida real - Crawford trabalhou como dublê de corpo para Shearer no filme Lady of The Night (1925) e muitos papeis destinados à ela foram dados para Norma, ainda mais por ela ser casada com o diretor executivo da MGM, o Irving Thalberg - as duas, dirigidas por George Cukor, fazem parte de uma das melhores cenas do filme. 

As Mulheres foi regravado 69 anos depois, com o mesmo nome do original, estrelando Meg Ryan, Eva Mendes, Annette Bening, Carrie Fisher e Jada Pinkett Smith, ou seja, um elenco de peso igual ao original, embora não tenha a mesma comoção do de 1939. 


Sugestão de álbum: Jeff Conaway (álbum homônimo) - 1979 

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John Travolta e Olivia Newton-John já eram estrelas antes de protagonizarem um dos musicais mais bem sucedidos de Hollywood, Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978). Mas Jeff Conaway, que vinha de uma carreira consistente na Broadway, apenas estava começando a sentir o gostinho da fama como Kenickie. Casou-se, logo depois, com Rona Newton-John, a irmã mais velha de Olivia e estrelou na série de sucesso Táxi, até que seu alcoolismo e dependência em drogas começou a atrapalhar sua performance como ator. 

Mas antes de tudo isso acontecer, em 1978, recém-saído de Grease, Jeff fechou um contrato com a Columbia Records para gravar um álbum. O agente de Bruce Springsteen, Mike Appel tinha uma enorme fé no talento de Conaway, produzindo o seu álbum homônimo que lançou apenas um single, o cativante City Boy que nem sequer rankeou nas paradas de sucesso. 

Infelizmente, o álbum de Jeff Conaway foi um fracasso de vendas e o ator/cantor fez uma pequena turnê para promover seu lançamento. O curioso é que Conaway, em sua adolescência, fez parte de uma banda de rock chamada The 3 1/2 e nos anos 2000, antes de sua morte, lançou seu último álbum, It Don't Make Sense (You Can't Make Peace), que também não foi bem sucedido. 

No entanto, investindo na disco music, famosa na época, para gravar seu álbum homônimo, Jeff acertou em cheio: todas as canções do álbum foram feitas para dançar, especialmente a She Must've Had Her Reasons, com um refrão que foi beneficiado pela voz rouca do ator, e Living on the Edge of Love, com uma presença dos teclados que harmoniza a música como um todo. Um álbum incompreendido que atualmente encontra seu nicho para brilhar entre seus fãs; de forma merecida. 



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