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O mundo circense de O Maior Espetáculo da Terra (1952)

Cecil B. DeMille era um diretor tão obstinado que até em sua participação no clássico O Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950) dirigido por Billy Wilder, ele fez questão de mudar seu diálogo - o que foi acatado pelo também exigente Wilder. Esse é apenas um dos inúmeros exemplos que demonstram a grandeza de Cecil e como ele era uma lenda no mundo da sétima arte. Seu ego e sua maestria em fazer filmes que fossem grandiosos "como ele", o levaram a gravar, literalmente, o Maior Espetáculo da Terra. 

O filme O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) conta a história do dono de circo Brad Barden (vivido pro Charlton Heston) que enfrenta uma baixa no interesse do circo e precisa contratar um novo ato, o grande trapezista Sebastian (interpretado por Cornel Wilde). O problema era que ele já havia combinado em dar maior destaque para sua namorada, a também trapezista Holly (papel de Betty Hutton). Os dois brigam e Holly tem um caso com Sebastian. Assim Brad começa ser o alvo da atenção de Angel (interpretada por Gloria Grahame), o que causa a ira do domador de elefantes e seu amante, Klaus (vivido por Lyle Bettger). Phyllis (papel de Dorothy Lamour) e o palhaço Buttons (vivido por James Stewart) compõem o time de circenses, com um deles escondendo um segredo horrível. Tudo isso acontece no circo, como Cecil B. DeMille queria.

James Stewart, Betty Hutton, Charlton Heston e 
De acordo com a biografia Cecil B. DeMille's Hollywood de Robert S. Birchard, o diretor já havia pensado em fazer um filme sobre circo lá nos anos 1940, especialmente por amar essa temática. Ele, inclusive, havia passado três semanas, em 1949, viajando com o circo dos Ringling Brothers e em novembro daquele mesmo ano pediu para que o roteirista Theodore St John criasse uma história sobre o circo. O jornal Marshfield News, em agosto de 1949, afirma que o filme era uma realização de um sonho de dez anos de Cecil, afirmando que o diretor tinha evidências para comprovar que já havia começado a trabalhar nesse projeto em 1940. 

Todo esse trabalho em confirmar as datas aconteceu porque quem tinha a opção de gravar O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) primeiro era o produtor David O. Selznick do estúdio MGM. A história é um pouco complicada: em 1948, Selznick tinha adquirido os direitos para fazer o filme direto com John Ringling North, dono do circo Ringling Brothers, afirmando que participariam atores como Gregory Peck, Robert Mitchum e Jennifer Jones. Em maio de 1949, no entanto, o produtor decidiu não renovar seu contrato com Ringling - de acordo com o jornal The Telegraph quem não quis foi o trapezista e gerente do circo, Arthur Concello que comandava todas as operações do The Ringling Brothers. Assim começou uma batalha de exclusividade entre a MGM e a Paramount, na qual o último saiu vencedor, realizando assim, um sonho de De Mille. 


Cecil B. DeMille em agosto de 1949 ao lado de Emmett Kelly e Ruth Nelson do real The Ringling Brothers
Em dezembro de 1949, John Ringling North, do Ringling Brothers, e Barnum e Bailey Combined Shows (ou seja, o circo do inescrupuloso PT Barnum, que recentemente ganhou uma cinebiografia bem fantasiosa e pouco verídica) estavam comprometidos a serem consultores no futuro filme, no qual o estúdio Paramount prometeu em fazer com que fosse um drama clássico, e não uma mera representação circense. A trupe Ringling e de Barnum assinaram um contrato lucrativo, ganhando pelo período de dez anos muito dinheiro, em troca de de exclusividade. Como o filme foi gravado em technicolor, ou seja, era colorido, os dois donos de circo ganharam ainda mais dinheiro! 

Em maio de 1950, Cecil estava pronto para anunciar que preparava-se para gravar um dos filmes mais ambiciosos de sua carreira, O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952). Em entrevista para o jornal The Cincinnati Enquirer, ele afirma:
[...] A história que eu tenho em mente não será a história do circo. Eu planejo mostrar o que o circo significa como uma instituição americana para as pessoas. Nós vamos contar a história do circo e das pessoas do circo em relação aos cidadãos. [...] Certamente, nenhuma instituição de de entretenimento tem tanto apelo para jovens e idosos como o circo. Tem drama, suspense, corações partidos, risadas, beleza e tudo isso deve encontrar um lugar maior sob as lentes coloridas de uma câmera. 
O diretor, no entanto, afirmou que ele ainda não tinha ideia de quais pessoas escalaria para os papeis, afirmando que todos em Hollywood pareciam afirmar serem especialistas em alguma modalidade circense apenas para aparecer em O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952). Uma atriz que queria ser escalada em seu filme desesperadamente era Paulette Goddard. Ela havia sido taxada de difícil por Cecil já que havia se recusado de fazer uma façanha perigosa no filme Os Inconquistáveis (Unconquered, 1947) e lutava para cair em sua boa-graça novamente - enviando flores, cartinhas e até aparecendo "de surpresa" nos mesmos locais que ele -, já que sua carreira não estava lá essas coisas. Cecil não queria saber e procurou outras atrizes para formar seu time circense de belas e poderosas mulheres. Ele logo as encontrou! 


Betty Hutton, Gloria Grahame e Dorothy Lamour: as escolhidas!
Dorothy Lamour, que ficaria com o papel de Phyllis, uma cantora com uma mandíbula de ferro, já revelou em entrevista que sabe muito bem que apenas conseguiu o papel porque Cecil teve um desentendimento com Paulette. Como, você pergunta? Porque o diretor a dizia sem parar. Dorothy, a eterna garota da saronga, confessou: "Cecil sempre me iludiu e eu apenas consegui o papel de Phyllis porque ele estava bravo com Paulette." Ela foi chamada ao escritório de DeMille e pronto, estava escalada! Seus amigos e co-estrelas, Bob Hope e Bing Crosby com quem ela havia atuado em sete filmes da série Road To..., fizeram uma ponta no filme como espectadores do circo! 


Bob Hope e Bing Crosby aproveitando "um dia no circo"                             Divulgação/Gif
Já com Betty Hutton, foi sua astúcia que a fez ganhar um papel que Cecil B. DeMille desejava tanto que fosse de Hedy Lammar, sua estrela em Sansão e Dalilah (Samson and Delilah, 1949). De acordo com a biografia Rocking Horse - A Personal Biography of Betty Hutton de Gene Arcen, Betty foi chamada, assim como inúmeras atrizes para um teste no escritório de DeMille, e estava determinada em ser escalada para o papel feminino principal. 
DeMille se recusava a falar qual era o papel principal, mas ao sair do escritório, a atriz teve ajuda das secretárias e descobriu que Holly, a trapezista, era o papel que ela cobiçava. Para ganhá-lo ela mandou um arranjo de flores, com bonecas louras - uma em cima de um cavalo, fazendo menção ao papel que seria de Gloria Grahame, e outra em um trapézio - e um cartão que dizia: "C.B, meu futuro está na suas mãos. Qual deles será?" Encantando com a determinação de Betty, Cecil lhe deu, finalmente o papel principal, a de Holly. 

Já no caso de Gloria Grahame, ela foi escalada por Cecil B. DeMille porque sua primeira escolha, a comediante Lucille Ball, estava grávida em 1950 e não estaria disponível para fazer as preparações necessárias para participar de O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952). Gloria, então, se tornou Angel, que faz a performance ao lado do elefante Myanki. Na biografia Gloria Grahame, Bad Girl of Film Noir: The Complete Career de Robert J. Lentz  conta-se que trabalhar com a elefante foi um dos maiores desafios para Gloria, com a cena em que a pata do animal fica tão perto de seu rosto sendo "um dos momentos em que ficou genuinamente assustada em cena." 


Gloria Grahame brilhou como Angel e ganhou uma bola de cristal do diretor, que gostou de seu profissionalismo e coragem 
Já ao escalar as personagens masculinas para o filme O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952), o trajeto foi um tanto mais complicado. Para o papel do dono do circo, Brad, Cecil havia pensado em Kirk Douglas - o que foi descartado já que seu salário era alto demais e todos na película ganhariam um sálario de U$50.000,00. O produtor do filme Henry Wilcoxon, que já havia trabalhado com DeMille outras vezes, sugeriu Charlton Heston, um ator novato em Hollywood, mas DeMille não se convenceu. De acordo com a biografia Cecil B. DeMille: The Art of the Hollywood Epic de Cecilia DeMille Presley e Mark A. Vieira, o diretor não ficou impressionado e disse: "Ele é sincero, você acredita nele, ele tem algum poder, mas não é atraente neste filme [o filme em questão era o Cidade Negra de 1950]. Descubra se ele tem algum humor." 

Tudo mudou quando Cecil e Heston se encontraram, por acaso, no estúdio. O diretor estava saindo do escritório e Heston, com seu grande carro verde, lhe deu um aceno. Conta-se que Cecil perguntou a sua secretária Gladys Rosson quem era, no qual ela lhe respondeu que era Charlton Heston. Cecil, então, disse: "Heston? Sério? É melhor trazermos ele aqui para falarmos sobre o papel do gerente de circo." Assim, com um simples aceno, Charlton Heston conseguiu o papel protagonista em O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952). 


James Stewart como o palhaço, Charlton como o dono do circo e Cornel como o trapezista             Divulgação
Já para o papel do trapezista, o grande Sebastian, Henry Wilcoxon tinha sugerido Burt Lancaster, que já havia sido um acrobata em um circo de verdade. Cecil B. DeMille vetou a ideia e escolheu Cornel Wilde em seu lugar, sabendo que ele era um grande ginasta, mas sem saber que ele sofria com acrofobia, ou seja, um medo terrível de altura. 

Já com James Stewart ganhar o papel do palhaço Buttons foi muito mais fácil - ele teve apenas que pedir para Cecil B. DeMille e concordar com o salário bem mais baixo do que ele ganharia. Em entrevista, ele revelou: "Eu sempre amei o circo e quando soube que DeMille faria um filme sobre o circo, eu mandei um telegrama perguntando se poderia interpretar o palhaço. Todos nós tínhamos nossos sonhos de fugir com o circo. Fazer este filme foi um tempo glorioso para todos nós, muito mais do que só um filme." Para se ter uma ideia, Stewart gostava tanto da sua personagem que voltou a se fantasiar como o palhaço Buttons para um evento beneficente em 1960, como mostra o blog Filmes Antigos Club.

Finalmente, em novembro de 1950, depois de sete roteiristas e um investimento de 113 mil dólares, o roteiro de O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) estava pronto. 



Em janeiro de 1951, um ano antes do lançamento do ambicioso O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952), as gravações de fotografia já estavam começando em Sarasota, na Flórida. Mais de 1.400 pessoas do circo trabalharam no filme, sendo que o filme foi gravado intermitentemente por 83 dias. Depois, em abril do mesmo ano, DeMille e sua trupe voltaram para a estrada com o circo desde Washington até Filadélfia por uma semana para gravar algumas cenas dentro da tenda. Novamente, voltaram ao estúdio para gravar mais algumas semanas, mas isso durou apenas alguns dias. 

Todas as estrelas principais de O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) tiveram, no mínimo seis meses de preparação para fazerem suas próprias façanhas no filme.  Betty Hutton aprendeu seus truques de trapezista com a dupla Linda e Lynn Couch, com a supervisão de Concello - gerente do The Ringling Brothers - e Bill Snyder. Ambos, denominados de The Flying Concellos, atuaram com ela no filme. Dorothy Lamour, que interpretou a garota com mandíbulas de ferro recebeu treinamento do próprio Concello, que a ensinou a girar no alto enquanto mordia uma fita de couro. Já Gloria Grahame recebeu aulas dos domadores de elefantes Patty e Eugene Scott. James Stewart ficou com o famoso palhaço Emmett Kelly. 

Cornel Wilde, que tinha a conhecida acrofobia, teve como dublê o famoso trapezista Jackie Le Claire, já que os dois tinham um corpo parecido, embora Jackie precisasse usar uma peruca. Em entrevista, Le Claire confessou: "Cornel era o cara mais legal do mundo, mas ele tinha pavor de altura. Ele conseguiu o trabalho no último minuto." Assim, todas as cenas que exigiam maior esforço de Cornel, como a cena em que ele sofre o terrível acidente do trapézio, foi feito por profissionais.  Arthur Concello fez a cena e acertou de primeira - o fato de haver uma rede de proteção escondida também não fez mal algum. 

Cornel, conseguiu, aos poucos superar seu medo, trabalhando com o trapézio baixo e aumentando a altura, desde que conseguisse ver claramente a rede de proteção abaixo dele. Para DeMille, conhecido pela sua direção autoritária, exigindo sempre mais de seus atores, isso não era bom o suficiente, no entanto. 


À esquerda Cornel e à direita Jackie Le Claire como seu dublê...veja mais no link!
Sobre o tratamento dos profissionais circenses reais durante as gravações de O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952), Le Claire não poupou elogios à DeMille, como reproduz o livro Empire of Dreams por Scott Eyman:

O segredo de DeMille foi que ele tratava nós, circenses, com o maior respeito e dignidade. Ele sempre nos chamava de sr. ou sra. Então eu fazia a acrobacia de novo e ele me agradecia. Ele sempre nos agradecia. Ele era muito apreciativo, um homem muito bom. Nós do circo nos apaixonamos por ele. Quando ele falava, nós faríamos tudo por ele. Um de nós, Lola Dobritch [que participou do filme] deu o nome de seu filho de DeMille. 
Mas nem toda a trupe circense do Ringling Brothers concordava com a versão cor de rosa de Jackie Le Clair. Daisy Hall, uma das trapezistas, afirmou no livro Big Top Boss: John Ringling North and the Circus que DeMille era cruel com os circenses e a cena final na qual ela e mais cinco garotas tinham que fazer um truque no ar foi desafiador até demais: "Ele não se importava. Nós estávamos sangrando. Nossos pés estavam queimando. Sally Marnow desmaiou. Estávamos com queimaduras das cordas. Eu acho que ele não se importava com as pessoas. Ele queria um resultado. Ele nos escravizava." Fica então o questionamento: DeMille tratava bem apenas quem fazia o que ele queria? Bem possível, ainda mais com o temperamento exigente e egoísta do diretor. 

Muitos críticos tiveram problemas com o filme, entretanto, afirmando que a história de Buttons, o palhaço que se esconde do FBI por ter praticado eutanásia em sua esposa doente, já ficava muito evidente logo no começo de O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) e não acrescentava em nada na película. Outros falavam sobre a obviedade do enredo [afinal Brad e Holly vão claramente ficar juntos] e as longas cenas dos desfiles, que tornaram o filme muito mais longo do que deveria. 

Lançado em janeiro de 1952, o público não concordou com os críticos! O filme arrecadou 12 milhões de dólares, comparados com o orçamento de 3, 4 milhões de dólares, tornando-se o filme mais rentável daquele ano. O Oscar, a maior premiação de cinema mundial, não teve como esnobar O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) que conseguiu cinco indicações ao prêmio de 1953, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. 

Gloria Grahame, conhecida como a "bad girl" no filme noir teve em 1953 um dos melhores anos de sua carreira. Ela, junto com o filme O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em Assim Estava Escrito (The Bad and The Beautiful, 1952) e ganhou! Assim, a noite do Oscar para ela foi extra-especial: ela ganhou uma estatueta para si e um dos filmes que ela mais gostou de fazer saiu com o Oscar de Melhor Filme!

         Cecil B. DeMille ganhando o Oscar de Melhor Filme em 1953 por O Maior Espetáculo da Terra (1952)        

Muitos críticos de cinema na época acharam que o filme não mereceu o Oscar que ganhou, considerando que Cecil B. DeMille apenas ganhou a estatueta pelo simples motivo de nunca ter ganhado antes, apesar de seu status de diretor gênio. Isso porque os filmes competindo com O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) eram Depois do Vendaval (The Quiet Man, 1952) com Maureen O'Hara e John Wayne, Matar ou Morrer (High Noon, 1952), Ivanhoé, o vingador do rei (Ivanhoe, 1952) e Moulin Rouge (idem, 1952). 

O diretor foi indicado ao Oscar mais uma vez com o filme Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956) que estrelava mais uma vez Charlton Heston, mas nunca mais ganhou uma estatueta para si. O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) foi sua consagração no Oscar, mas sua grande carreira não acabou por aí e sim com o filme Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956), no qual ele sofreu um ataque cardíaco durante as gravações e teve que diminuir seu ritmo frenético na hora de trabalhar em seus filmes. 

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) é um dos poucos filmes de circo que, além de lidarem com os performers circenses, também mostram a rotina de viver debaixo de uma tenda, por mais que fantasie um tanto demais. Um dos grandes trunfos de DeMille foi não se focar na crueldade que os animais sofriam no circo, especialmente os mais selvagens como os tigres e leões, e sim colocar o holofote nos elefantes, animais dóceis, mas com muita majestosidade. 

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952) sofre com um roteiro um tanto esquizofrênico, mas prevalece com os números mirabolantes de circo e com astros que elevam o material com o qual trabalham, além de, é claro, a direção "punhos de ferro" de Cecil que honrou o circo e a sua história. 


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