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7 grandes papeis que Gary Cooper recusou nos cinemas

Gary Cooper é uma lenda do cinema. De forma indiscutível, o ator conseguia transitar por inúmeros gêneros de filmes, como comédias - vide Bola de Fogo (Ball of Fire, 1941), dramas como Adeus às Armas (Farewell to Arms, 1932) e até westerns, os conhecidos faroestes - dos quais ele participou em quase 30 filmes como o caubói da vez.

Mas até para um astro, a arte de escolher papeis é difícil. Nem sempre eles conseguem ver o potencial por trás de um roteiro ou querem abrir mão, já estabilizados, de um salário alto para estrelarem em um filme de baixo orçamento. Gary sempre foi conhecido por ter um bom palpite quando se tratava de papeis no qual brilharia, como conta a biografia Gary Cooper: An American Hero de Jeffrey Meyers, mas no final dos anos 30, a coisa não estava nada fácil. 
Gary Cooper teve uma das carreiras mais longevas do cinema                                Divulgação/Gif
Gary Cooper recusou alguns papeis de protagonista em filmes que transformaram outros atores em estrelas sem tamanho! Duvida? Venha conferir os sete grandes papeis que Gary Cooper recusou nos cinemas. 

Rio Vermelho (Red River, 1948) - John Wayne

Gary Cooper recusou o papel que foi para John Wayne                                   Divulgação
O filme Rio Vermelho (Red River, 1948) é um dos clássicos do faroeste cinematográfico e conta a história do durão Thomas Dunson, vivido por John Wayne, um criador de gado nos EUA que reclama a terra depois do Rio Vermelho para si e seu filho adotado, Matthew Garth, interpretado na versão mais velha por Montgomery Clift. Mas os comanches não os deixam em paz e quando Thomas precisa deixar sua terra para conduzir seu gado para a venda, uma luta começa a ser travada, com grandes consequências.

John Wayne tinha apenas 39 anos quando assumiu o papel de Thomas Dunson, no filme dirigido por Howard Hawks e precisou ser envelhecido por maquiagem para se adequar para a segunda parte do papel. O diretor, no entanto, queria que Gary Cooper interpretasse o criador de gado, que até então era o mais cruel e malvado personagem de faroeste.  

Cooper recusou, no entanto, afirmando que a personagem era cruel demais, segundo o livro The Quick, the Dead and the Revived: The Many Lives of the Western Film Por Joseph Maddrey: "ele é muito malvado e rude para uma audiência conseguir tolerá-lo." Era isso, entretanto, que Hawks queria ver na tela e John Wayne lhe deu. 

Considerado um dos filmes definitivos do gênero, Rio Vermelho (Red River, 1948) foi uma oportunidade desperdiçada para Cooper, que decidiu, ao invés disso, fazer o filme de ação Os Inconquistáveis (Unconquered, 1947). 

A Amazona de Tucson (Arizona, 1940) - William Holden 

Jean Arthur e William Holden formavam uma bela dupla, mas poderia ter sido Cooper!          Divulgação
Jean Arthur e Gary Cooper já haviam estrelado juntos em quatro filmes e se Cooper tivesse aceitado o papel em A Amazona de Tucson (Arizona, 1940), teria tido uma quinta colaboração! 

A Amazona de Tucson (Arizona, 1940) conta a história de Phoebe Titus, interpretada por Arthur, uma mulher à frente de seu tempo, uma pioneira que tenta sobreviver em uma nova terra com seu negócio próprio de gado. Ela conhece o charmoso Peter Muncie, interpretado por William Holden em seu primeiro western, e os dois se dão muito bem, mas Phoebe ainda não quer saber de casamento. Os dois se separam e Phoebe é cortejada por outros homens, mas algo mais poderoso acontece em suas vidas: a Guerra Civil. 

O diretor do filme Wesley Ruggles ofereceu para Gary Cooper o papel de Peter Muncie, já que a parceria com Jean Arthur sempre era um sucesso, mas o ator rejeitou a oferta e escalou, à recomendação de Harry Cohn - diretor do estúdio Columbia, William Holden, apesar de ele ser 20 anos mais novo do que Jean Arthur.  De acordo com o livro Casting Might-Have-Beens de Eila Mell, isso não foi empecilho para que o filme fosse um sucesso. 


E o Vento Levou... (Gone With The Wind, 1938) - Clark Gable
Clark Gable se tornou mundialmente conhecido pelo papel que Cooper recusou                 Divulgação
O livro E o Vento Levou... de Margaret Mitchell se tornou uma sensação literária mundial quando foi lançado em junho de 1936 e não demorou para que o produtor David O. Selsznick assegurasse os direitos para poder fazer uma adaptação cinematográfica de peso. 

Entre os fãs do livro o furor era sobre que dois atores seriam escalados para interpretar as personagens principais: a teimosa Scarlett e o sedutor Rhett Butler. Segundo a revista The Atlantic Monthly de 1973, Clark Gable era a escolha óbvia do público e centenas de cartas chegavam para Selsznick para escalar o ator, mas o problema era que na época, Gable estava sob um contrato de exclusividade com a MGM e o ator não estava disposto em interpretar um personagem que era tão amado pelo público, com medo de represálias se ele não estivesse à altura. 

Por isso, David O. Selsznick ampliou sua busca e, segundo o livro, The Making of Gone With The Wind Por Steve Wilson, as escolhas do produtor eram Errol Flynn, Clark Gable, Ronald Colman e, é claro, Gary Cooper. Sobre Gary, o produtor escreveu em uma carta sobre suas opções para Rhett Butler: 
Eu tenho esperança que ser pai tenha amolecido o coração de Cooper e ajudado no seu julgamento para que ele seja persuadido em interpretar o papel. Mais importante que tudo, eu acho que se Goldwyn (chefe do estúdio MGM) concordasse em emprestá-lo, ele daria conta do papel. Eu acho que ele deixaria, de várias maneiras, a personagem interessante e que compensaria as qualidades que Gable tem, e eu ficaria feliz tanto com Gable quanto com Cooper. 
Mas não era assim que Cooper via a personagem de Rhett Butler e preferia fazer qualquer outra coisa a interpretar o papel. O livro Gary Cooper: An American Hero demonstra seu desprezo muito bem, já que o ator teria dito sobre o papel: "Esse filme vai ser o maior fracasso de Hollywood. Estou feliz de que é Clark Gable que vai se dar mal e não eu." 

Selsznick finalmente conseguiu que a MGM emprestasse Gable, a escolha nº 1 do público, ao fazer um acordo para que a MGM distribuísse o filme e ficassem com metade da bilheteria, por 7 anos, e dali por diante com 25%, com Selsznick produzindo. O resto é história do cinema e talvez um pouco de arrependimento da parte de Cooper. 

Amor Singelo (The Farmer Takes a Wife, 1935) - Henry Fonda

Este foi o primeiro papel de Henry Fonda nos cinemas                                      Divulgação
Antes de estrear nos cinemas, Henry Fonda era um ator que descobriu sua vocação no teatro. No palco desde 1923, ao participar da peça You and I, não demorou muito para que seu talento transpassasse para as telonas. Depois de mais uma década no teatro, ele conseguiu seu primeiro papel no cinema em Amor Singelo (The Farmer Takes a Wife, 1935) com 29 anos de idade. Vale lembrar que Fonda havia interpretado, um ano antes, a mesma personagem na peça homônima na Broadway. 

Tanto o filme quanto a peça contam a história de um fazendeiro chamado Dan Harrow, vivido por Fonda, que trabalha no canal de barcos para conseguir dinheiro o suficiente para comprar uma fazenda. O problema é que ele conhece e se apaixona por Molly Larkins, interpretada por Janet Gaynor, uma cozinheira que não imagina sua vida longe daquele canal. 

Tanto Gary Cooper quanto Joel McCrea foram convidados para interpretar o papel de Dan Harrow antes que fosse dado para Henry Fonda. Os dois não estavam disponíveis e Walter Wanger, produtor cinematográfico e agente de Fonda, conseguiu que a FOX o contratasse por 500 dólares a semana, que eram pagos diretamente à ele. O produtor, contudo, sempre dividia pela metade o que ganhava com o ator.

Depois desse primeiro filme, Henry Fonda nunca mais saiu das telonas. 


Sabotagem (Saboteur, 1942) - Robert Cummings 

Robert Cummings estrelou em dois filmes de Hitchcock                                         Divulgação
Diz-se que Gary Cooper sempre quis trabalhar com o diretor britânico Alfred Hitchcock, e vice-versa, mas isso nunca, infelizmente, se realizaria. O cineasta primeiramente queria Gary Cooper para o papel de John Jones no filme Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent, 1940), porém o ator recusou achando que o filme era "apenas um thriller" e que não queria participar em algo do tipo, e o ator o recusou. Hitchock, então, resolveu escalar Joel McCrea, não antes de afirmar que: "Eu sempre acabo com o segundo melhor." 

O mesmo, de acordo com Alfred Hitchcock aconteceu com seu filme Sabotagem (Saboteur, 1942), no qual estrelam Robert Cummings e Priscilla Lane. O filme conta a história de um operário Barry Kane, vivido por Cummings, que é injustamente acusado de sabotagem na fábrica em que trabalha. Ele foge e encontra Pat Martin, interpretada por Priscilla Lane, no meio do caminho a usando para conseguir encontrar o verdadeiro culpado e assim se inocentar. 

De acordo com a matéria do canal TCM, o cineasta queria que Gary Cooper interpretasse o operário e Barbara Stanwyck, a femme fatale. No entanto, os dois recusaram a oferta. Nem Cooper nem Stanwyck trabalhariam com Hitchcock ao longo de suas carreiras.  

Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter, 1955) - Robert Mitchum 

Robert Mitchum brilhou no papel do pastor no filme de Charles Laughton                       Divulgação
Em um dos papeis mais emblemáticos de sua carreira, Robert Mitchum deu um show de atuação como o pastor Harry Powell no filme O Mensageiro do Diabo (The Night of The Hunter, 1955). No único filme dirigido pelo ator Charles Laughton, é impossível de sequer pensar em outro ator para interpretar o papel que é todo de Mitchum, mas haviam sim pensado nessa possibilidade. 

De acordo com o livro The Night of The Hunter de Simon Callow do The British Institute, feito para analisar o filme, a primeira escolha de Laughton para interpretar Harry foi Gary Cooper! 

O filme O Mensageiro do Diabo (The Night of The Hunter, 1955), baseado no livro homônimo escrito por Davis Grubb, conta a história de um pai de família que é preso, mas antes disso consegue guardar uma boa quantia em dinheiro para seus filhos. Preso, ele sonha com a quantia antes de morrer, algo que chama atenção de seu companheiro de cela, um psicopata chamado Harry, vivido por Mitchum, que vai para a cidade natal do companheiro de cela e começa a se infiltrar na vida da família, especialmente na esposa Willa, vivida por Shelley Winters. 

Gary Cooper, no entanto, recusou o papel, temeroso de que interpretar um psicopata poderia destruir sua imagem pública. Assim Laughton ofereceu o papel ao Robert Mitchum, que prontamente o aceitou! 

No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939) - John Wayne 

John Wayne brilha em seu primeiro filme de destaque no cinema                               Divulgação
Mais um papel que Gary Cooper recusou e que foi direto para os braços de John Wayne foi o do filme No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939), baseado no conto The Stage to Lordsburg de Ernest Hyacox. Nele, o Duque interpreta o caubói Ringo Kid que fica responsável por salvar um grupo de pessoas viajando por carruagens pelas terras áridas do Arizona, no qual o caminho passa por um território indígena. Cada um deles tem um propósito ao realizar a viagem, mas a mesma pode não ser completada se não conseguirem se safar dos indigenas.

Dirigido por John Ford, antes da sua chamada Trilogia da Cavalaria (nos quais os filmes Sangue de Herois, Legião Invencível e Rio Grande fazem parte) o No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939),  transformou o então novato  John Wayne em uma estrela de cinema completa. 

O papel do caubói Ringo Kid, no entanto, havia sido oferecido, primeiramente para Gary Cooper como já foi mencionado. De acordo com a biografia escrita por Jeffrey Meyers sobre o astro, Cooper declinou a oferta de John Ford por um conselho de sua esposa, a atriz Veronica Balfe, com quem Gary ficou casado até sua morte, conhecida pelos íntimos como Rocky: 
John Ford mandou para Gary o roteiro de No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939). Gary estava na dúvida sobre aceitar ou não. Eu li e o aconselhei a recusar o papel. No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939)! Fez com que John Wayne se tornasse uma estrela, mas nós rejeitamos. 
Gary Cooper pode até ter rejeitado grandes papeis, mas seu nome no cinema está para sempre guardado!
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