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14 músicas escritas sobre estrelas da antiga Hollywood

É impossível não pensar em Bette Davis Eyes da Kim Carnes quando se fala de músicas escritas sobre estrelas da antiga Hollywood. A canção, lançada em em 1981, foi um sucesso tão estrondoso que a própria Bette ficou muito feliz. Kim ganhou um disco de Ouro e outro disco de Platina pela canção e fez questão de mandar para Bette uma cópia de cada um, que ela pendurou em sua casa. 


Capa do EP de Bette Davis Eyes sobre a Bette, escrita por Kim Carnes                   Divulgação
Outra música que temos em mente quando pensamos em estrelas da antiga Hollywood é Candle in The Wind do Elton John, que não é sobre a princesa Diana e sim sobre Marilyn Monroe, mas que foi reescrita parcialmente para servir como homenagem para Diana, com Candle in The Wind sendo tocada por Elton no funeral da princesa em 1997. 

A fascinação com as estrelas de Hollywood, especialmente as da Old Hollywood, continuam depois de décadas e a aparência glamourosa e misteriosa dos astros ajuda e muito na hora de fazer uma música de sucesso. Vem conferir na A Listinha, 14 músicas escritas sobre estrelas da antiga Hollywood e faça da sua playlist um sucesso! 

Paul Newman's Eyes - Dogs Die in Hot Cars

A banda escocesa Dogs Die in Hot Cars lançou uma música em homenagem ao Paul Newman, ou melhor aos olhos dele, no seu disco Please Describe Yourself lançado em 2004. A canção foi escrita pelo vocalista Craig Macintosh e no site oficial da banda, ele explica como pensou no tema da música: 
Paul Newman's Eyes veio para nós bem fácil. Eu acho que todo mundo gostou do ritmo clean, das mudanças de tons [...] O tema da letra é bem direto: o que queremos, desejos, o que temos, o que nossos vizinhos tem, como temos sorte de não sermos vítimas como outras pessoas. [...]
O álbum Please Describe Yourself também tem outra música baseada, em parte no Paul Newman, a Modern Woman, no qual eles também falam sobre Steve McQueen (os dois, como sabemos não se davam nada bem.) Mas a letra de música do Paul Newman's Eyes é com certeza uma ode à beleza do astro, afinal não seria nada mal ter os olhos dele. 

Errol - Australian Crawl


A banda australiana de rock, Australian Crawl é uma das mais famosas do país e lançou seu segundo álbum Sirocco em 1981. O disco continha a música Errol, uma homenagem ao ator Errol Flynn, escrita por James Reyne, vocalista da banda e Guy McDonough, o guitarrista, quem cantou a música.  Guy morreu não muito tempo depois, em 1984. 

A ideia da canção é ser uma mini-biografia sobre Errol Flynn, como James contou em uma entrevista para o jornal The Sidney Morning Herald em 2015
Eu tinha visto alguns filmes dele e isso me fez vê-lo em uma luz diferente. Então eu li mais sobre sua vida depois disso e sobre suas experiências em Cuba como jornalista. Ele foi um dos primeiros caras à ir para a floresta encontrar Castro quando Castro era apenas um líder rebelde. Todas as coisas que ele fez além de sua carreira no cinema. 
James não parou por aí e também afirmou que Errol "levou uma vida extraordinária." A canção do Australian Crawl certamente mostra esse sentimento e com um ritmo bem gostoso, duvidamos que o refrão vai sair da sua cabeça. 

Take Take Take - White Stripes sobre Rita Hayworth

O vocalista da banda The White Stripes, Jack White, era obcecado pela atriz Rita Hayworth (e também quem não seria, certo?) Para o álbum da sua banda, o Get Behind Me Satan, lançado em 2005, ela colocou não uma, mas duas músicas inspiradas em Rita Hayworth, o "White Moon" e o "Take Take Take", mencionado acima. 

Em entrevista para a revista Rolling Stones em 2005, ele afirmou que se identificava, em partes, com a atriz:
Rita Hayworth se tornou uma metáfora sobre tudo o que eu estava pensando ao fazer o álbum. Existe um autógrafo dela - ela beijou um papel, deixou uma marca de batom nele e escreveu 'Meu coração está na minha boca.' Eu amo essa frase e me pergunto por que ela escreveu. Também tem o fato de ela ser latina e ter mudado seu nome. Ela se tornou algo diferente, se transformou e tentou colocar algo para trás. 
O autógrafo do qual ele se refere seria este aqui, mas não temos certeza da veracidade da autoria:





Para se ter uma ideia Jack White é tão fã de Rita, que tem um perfil só dela aqui na Caixa, que nomeou uma de suas guitarras com seu nome: as outras três se chamam Veronica, em homenagem à Veronica Lake, e Claudette, em homenagem à Claudette Colbert. 


La beauté d'Ava Gardner - Alain Souchon

Ava Gardner ficou conhecida pela alcunha de "O animal mais belo do mundo" e também pudera,  a atriz tinha uma beleza de parar o trânsito. O cantor francês Alain Souchon escrevey a canção La beauté d'Ava Gardner, ou seja, a beleza de Ava Gardner, em 1989 para o seu álbum Ultra Modern Solitude. A música foi lançada como B-Side primeiro, mas com o sucesso estrondoso ele logo a lançou como um single.

Na letra, ele fala sobre a nostalgia de tempos melhores sabendo que nada na vida realmente dura, nem a beleza de Ava. Um tributo para a atriz da antiga Hollywood, Alain colocou até um foto da Ava na capa do EP. 


Uma canção linda, La beauté d'Ava Gardner é uma ode super merecida para a atriz, que tinha uma voz de canto maravilhosa

Dorothy Dandridge Eyes - Janelle Monae feat Esperanza Spalding

Dorothy Dandridge é uma das atrizes negras mais importantes do cinema mundial, por ser a primeira a conseguir uma indicação ao Oscar como Melhor Atriz pelo seu papel em Carmen Jones (idem, 1954). 

A cantora e atriz Janelle Monaé, que também é negra, reconheceu a importância de Dorothy em seu álbum The Eletric Lady, lançado em 2013. Segundo o encarte interno do álbum, a canção foi inspirado na cena de Carmen Jones, na qual a personagem e Joe, vivido por Harry Belafonte, ficam com o jeep estagnado na água. 

Em entrevista para o programa de TV, Arsenio Hall, em 2013, ela revelo um pouco mais sobre sua motivação em escrever Dorothy Dandridge Eyes:
Nós só queríamos homenagear Dorothy Dandridge. Ela não só era linda, como também uma ativista. Ela realmente abriu várias portas para as mulheres negras. 
Fred Astaire - Donna Summer

Donna Summer foi uma cantora norte-americana super consagrada, com hits como Hot Stuff e I Feel the Love e, também uma apreciadora da antiga Hollywood. Em 1991, para seu álbum Mistaken Identity, ela lançou a música Fred Astaire, em homenagem ao ator e dançarino. 

Na letra, ela fala sobre o mundo da dança e pede que seu amado seja seu "Fred Astaire." No kit de publicidade de seu álbum, ela contou mais sobre o significado da música:
Fred Astaire é uma música para sair com a galera e para a festa. Todo mundo está saindo e procurando a pessoa certa, aquele que vai dançar melhor com você. 
Quem dera encontrar um parceiro(a) que dança como Fred Astaire, certo?

James Dean - Eagles

James Dean é um dos atores mais polêmicos e amados no mundo do cinema. Ele fez apenas três filmes antes de morrer em um acidente de carro, mas foi o suficiente para que ele tivesse seu lugar marcado, como lenda, para sempre.

Inúmeras músicas foram feitas sobre o ator, mas a James Dean do Eagles consegue capturar a essência do Rebelde sem Causa. A canção foi escrita por Don Henley, Glenn Frey, Jackson Browne e JD Souther para o álbum On the Border de 1974, com a intenção de escrever um álbum sobre anti-heróis. 

A letra da canção contém a frase "too fast to live, too young to die", ou seja, muito rápido para viver, muito jovem para morrer, faz um contraponto com a frase de Dean "viver rápido, morrer jovem". Sobre a canção, que Glen cantou, ele contou ao site The Uncool que: 
Eu sempre achei que a melhor frase do James Dean era 'Minha vida seria bem melhor seu eu pudesse vê-la através das telas' e você não consegue fazer isso. 

Marilyn Monroe - Alarma!! (Manolo Tena)



Marilyn Monroe continua a fascinar décadas depois de sua morte e já teve vários livros e músicas feitas sobre ela. Mas a do cantor Manolo Tena, da então banda Alarma!!, é de uma delicadeza incrível e que merece ser celebrada. 

A canção foi lançada primeiramente pelo grupo de rock Alarma!!, em 1985, e foi composta pelo famoso cantor espanhol Manolo Tena, para o álbum El Lado Obscuro. Ana Bélen relançou a música, em um disco gravado ao vivo, para o Mucho Mas Que Dos, em 1994 com a participação do músico.

A letra fala sobre a solidão da atriz, que buscava o prazer e o amor nas coisas simples e descreve Marilyn com um frase belíssima: "Marilyn nunca contesta, sempre uma pergunta será sua resposta." 

Em entrevista através do chat do site da ABC, ele revelou sobre a canção:
Eu me baseei numa breve biografia sobre Marilyn publicada publicada por um jornal de Madrid num domingo. Então eu li a biografia dela escrita por Donald Spotto. Eu vi os filmes dela inúmeras vezes e escrevi o que via nela. 

Robert Mitchum - Julian Cope

Robert Mitchum é um dos atores da antiga Hollywood mais cool de todos. Com seu jeito de badboy, ele agrada tanto a audiência masculina quanto a feminina (Theresa Wright que o diga!) O músico britânico achava Mitchum tão incrível que ele escreveu uma canção só para ele. 

A música Robert Mitchum faz parte de seu quinto álbum solo, o Skellington, de 1989, mas a canção já havia começado a ser escrita antes, em 1978, ao lado de Ian McCulloch. Com frases como: "Robert Mitchum, eu nunca vi um homem mais digno em minha vida" e "Você é um baita de um cara, sempre meio dormindo", o cantor captura muito bem a essência cool do astro. 

Segundo o cantor ele quis colocar "um verso falso em francês e um solo de assobio" para deixar a canção ainda mais diferente. E conseguiu! 

Ingrid Bergman - Billy Bragg and Wilco

Ingrid Bergman é, sem sombra de dúvidas, uma das atrizes mais talentosas da antiga Hollywood. Com filmes como Casablanca (idem, 1954) e Anastasia (idem, 1955), ela era conhecida por sua beleza peculiar e por dar tudo de si para os seus personagens. 

Ela chamou a atenção do compositor Woody Guthrie, um dos cantores de folk mais influentes dos Estados Unidos, que tinha uma queda tão grande na atriz que escreveu Ingrid Bergman só para ela. Woody nunca cantou a música porque a escreveu nos anos 50, quando já estava consumido pelo alcool e não canta muito, apenas escrevia. Foi sua filha, Nora, que encontrou esse poema e vários outros e sua neta, Anna Canoni revelou ter ficado chocada ao descobrir o poema: 
Ele tinha uma queda enorme na Ingrid Bergman e ele escreveu essa canção maravilhosa sobre ela. É uma canção muito erótica. Só o fato de ele ter escrito uma canção erótica para Ingrid é engraçado para mim.
Depois de Nora ter descoberto o poema, todas as letras feitas pelo seu pai foram lançadas em forma de álbum, póstumo, pelo cantor Billy Brag e a banda Wilco, em 1998 no disco Mermaid Avenue. Na música, Woody menciona o filme controverso Stromboli, no qual Ingrid estrelou e acabou tendo um caso com o casado diretor Roberto Rossellini. Sobre isso, Billy, que introduziu a música na letra de Woody, disse:
Acho que isso fez ele ficar ainda mais obcecado pela Ingrid e fez com que ele tivesse inúmeras fantasias sobre ela. 

The Clash - Right Profile sobre Montgomery Clift

A banda britância de punk The Clash tem como seu maior sucesso a música "Should I Stay or Should I Go", mas eles com certeza também se influenciam e muito pela antiga Hollywood.

Prova disso é a música Right Profile, lançada no álbum London Calling em 1979, escrita sobre o astro do cinema Montgomery Clift. "Right Profile" fala sobre o acidente de Clift, quando o ator, bêbado, sofreu um acidente em 1955 quando saia de uma festa na casa de sua amiga Elizabeth Taylor. A atriz o resgatou, retirando os dentes da sua garganta para que ele pudesse respirar, mas o acidente transfigurou seu rosto e, apesar de cirurgias, ele nunca mais foi o mesmo. 

Sofrendo de depressão, o ator teve como foi conhecido "o suícidio mais longo do cinema." Assim, o The Clash resolveu escrever uma canção sobre Clift e sua vida trágica. O título Right Profile se refere ao fato de Montgomery ser apenas, filmado, então, em sua maioria pelo seu perfil mais bonito, o direito. 

Joe Strummer, vocalista da banda, reconheceu que tinha uma predisposição para depressão, assim como Clift e James Dean, em uma entrevista, revelando: "Eu não quero beber e ficar um cara inchado e morrer no chão. Isso não tem dignidade nenhuma." 

Suzanne Vega - Marlene on The Wall 

Marlene Dietrich é uma das divas do cinema antigo e não tem discussão sobre isso. A atriz alemã teve uma carreira que durou mais de 30 anos, e que sobreviveu à transição do cinema mudo para o falado. 

Por isso, não é surpresa que muitos cantores tenham se arriscado e escrito uma canção sobre Marlene. Uma das mais fascinantes é, com certeza, a Marlene On The Wall da cantora Suzanne Vega. 

Segundo Suzane, que lançou a música para seu álbum homônimo em 1985, ela teve a ideia de escrever a música-tributo depois de ver um filme da atriz passando na televisão:
Foi escrita para a atriz Marlene Dietrich. Essa é a Marlene de quem eu falo na canção. E a primeira vez que a vi foi na televisão. [...] Eu escuto a voz de um homem dizendo 'Você levou muitos homens à ruína com seu corpo'. [...]E a resposta dela, claro, foi a única lógica :' Me dê um beijo'. A partir daí fiquei fascinada por ela, me tornei uma grande fã. Marlene on The Wall, na parede, é por causa de um poster que me deram porque sabiam que eu era uma grande fã dela. 

Roxy Music -2HB sobre Humphrey Bogart

Se Robert Mitchum era o durão mais cool do cinema hollywoodiano, era Humphrey Bogart que sempre interpretava personagens fortes, mas que, no fundo, tinham um coração de ouro. Uma das personalidades mais icônicas do mundo do entretenimento, ele com certeza merece sua própria canção, certo? 

E foi isso que a banda Roxy Music fez ao lançar 2HB, ou seja, 2 Humphrey Bogart, com tradução de Para Humphrey Bogart, no seu álbum homônimo lançado em 1972. A canção foi escrita pelo vocalista Brian Ferry, fazendo uma homenagem ao astro e ao filme Casablanca (idem, 1942)

A letra, que enaltece o sentimentalismo escondido dos personagens de Bogart, mostra como Brian realmente é fascinado pelo ator. Em uma entrevista para o jornal alemão Der Tasspegiel, ele fala mais sobre seu ídolo: 
Ele é um ícone. Assim como Marilyn Monroe, ele se tornou uma persona independente de seus filmes. Quando criança, eu frequentava muito o cinema que era perto de casa. Minha mãe fazia chá para o projecionista, então entrávamos de graça. Eu passei muito tempo no cinema assim como aquele menino de Cinema Paradiso

What Would Katharine Hepburn Say - Christi Haydon

Christi Haydon não era da banda Sparks, formada pelos irmãos Ron Gael e Russell Mael, mas ela fez parte do grupo por um breve período, nos anos 90, quando saiu em turnê com eles como percussionista para o os dois e, inclusive, aparece em alguns videoclipes com eles. 

Em 1993, os três já eram bons amigos, e Christi, que também tinha uma ótima voz, ganhou de presente dos irmãos o single Katharine Hepburn, para cantar com eles durante a turnê. 

Como Sparks era considerada uma banda bem avant-garde, Christi revelou em entrevista que a canção não foi muito bem aceita pelos fãs e as rádios, que não esperavam um hit tão "chiclete" como aquele vindo da banda. 

Nas setlists do show, o nome de Katharine Hepburn é escrito errado, como Katherine. Será que isso quer dizer que os irmãos Mael não são tão fãs da atriz assim? Christi ganhou fama, posteriormente, ao interpretar a personagem Starfleet Ensign na série Jornada nas Estrelas - Nova Geração. 


Nós da Caixa de Sucessos queremos saber: qual é a sua música favorita da lista? 

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