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10 atores que quase conseguiram o papel

Nem sempre o papel destinado à um ator acaba acontecendo...um exemplo clássico disso foi Michelle Pfeiffer e Sean Connery, que estrelaram juntos no filme A Casa da Rússia (1990), mas o filme foi tão mal nas bilheterias que a futura parceria em uma refilmagem do filme O Fantasma Apaixonado, que nós da Caixa de Sucessos fizemos uma resenha sobre o livro, acabou caindo por terra. 

Pior ainda quando um papel destinado à um ator, se torna parte de um filme de sucesso, fazendo com que o artista fique pensando no que poderia ter sido. Por isso, listamos abaixo, 10 atores e atrizes que estavam destinados para um papel, mas que por culpa do destino ou deles mesmo, isso nunca se concretizou. 

Humphrey Bogart como Clem Spender em Eu Soube Amar (1939)

Divulgação/Montagem
Bette Davis e Humphrey Bogart atuaram em sete filmes juntos, todos na década de 1930, mas eles quase chegaram à marca de oito filmes, com a película Eu Soube Amar (The Old Maid), de 1939. O estúdio da Warner Bros ficou impressionado pela atuação de Bogart no filme Vitória Amarga (1939) e decidiu convidá-lo a atuar ao lado de Bette em Eu Soube Amar. O ator, no entanto, foi demitido depois de quatro dias no trabalho. 

Segundo a biografia de Humphrey Bogart, Tough Without a Gun: The Extraordinary Life of Humphrey Bogart, o ator foi demitido porque ele não tinha o porte de galã que o papel precisava. Em uma das cenas da película, em que ele estava em uma estação de trem, ele parecia "tão magro e patético em seu adeus, e nada romântico que a Warner exigiu que ele fosse demitido." 

O ator, é claro, ficou com muita raiva, já que sue papel ficou com George Brent, que se tornou a co-estrela favorita de Bette Davis, tendo atuado com ela em 11 filmes em uma período de 10 anos. Humphrey, no entanto, conseguiu sua vingança em 1942, quando fez o maior sucesso como o par romântico de Ingrid Bergman em Casablanca. 

Dorothy Dandridge como Pinky em O Que a Carne Herda (1949)

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Dorothy Dandrige, a primeira atriz negra a ser indicada para o Oscar de Melhor Atriz, teve sua grande chance no filme Carmen Jones, de 1954. Cinco anos antes, no entanto, ela fazia um teste para o drama O Que a Carne Herda (1949), para o papel principal de Pinky, uma negra de pele mais clara, que finge ser branca para se encaixar na sociedade e na vida de seu amor, um doutor branco. 

Jeanne Crain arrematou o papel, que a indicou ao Oscar de Melhor Atriz, mas antes disso acontecer, o diretor do estúdio 20th Century Fox, Darryl F. Zanuck tinha considerado Dorothy para o papel, enquanto Lena Horne batalhava pela chance de interpretar a personagem. Apenas Dandrige chegou a fazer um teste, mas Zannuck decidiu apostar em uma escolha mais segura e Crain ficou com o papel, como conta o livro Casting Might-Have-Beens de Eila Mell. 

Outra atriz que desejava muito interpretar Pinky Johnson foi Linda Darnell, mas Zanuck a vetou, dizendo que a personagem era muito parecida com o papel que ela havia interpretado em Entre o Amor e o Pecado (1947). 

Lana Turner como Madame Bovary em A Sedutora Madame Bovary (1949)

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Lana Turner tinha 27 anos de idade quando foi considerada para estrelar na adaptação do livro Madame Bovary de Gustave Flaubert. O filme A Sedutora Madame Bovary foi dirigido por Vincente Minnelli, com o roteiro desenvolvido por Robert Ardrey. Os dois tinham se decidido por Lana Turner, que achavam que seria uma ótima Madame Bovary. 

O problema foi que o código de conduta vigente na época negou a escolha de Lana, por ela ser vista como um símbolo sexual, que tornaria o filme de Madame Bovary - uma adúltera - ainda mais escandaloso. Eles, então, de acordo com a autobiografia de Minnelli, I Remember it Well, sugeriram que "uma atriz com um apelo mais digno como Greer Garson ou Jennifer Jones fosse escolhida."

Jennifer Jones, assim como Louis Jordan e o ator sueco Alf Kjellinm foram emprestados por David Selznick, que era o proprietário de seus contratos, para que a MGM produzisse o filme. Minnelli e o produtor Pandro Sherman ainda tiveram que tomar muito cuidado com o sensor, fazendo com que os dois amantes de Bovary fossem interpretados por atores estrangeiros, para apaziguar e satisfazer o restrito código de conduta americano. 

Clark Gable como o Conde Alexei Vronsky em Anna Karenina (1935)

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Nos anos 1930, não existia nenhum galã mais requisitado do que Clark Gable. Ele, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por Aconteceu Naquela Noite em 1934, já era considerado o Rei de Hollywood, sendo que sua presença em um filme era garantia de sucesso. 

Por isso, o produtor David O. Selznick, da MGM, tinha Gable em mente para interpretar o famoso Conde Alexei Vronsky, na refilmagem de Anna Karenina (1935), que Greta Garbo havia lutado muito para conseguir, já que considerou o final do primeiro filme, que ela fez com seu então amante John Gilbert, uma afronta ao livro de Leo Tolstoy.

De acordo com o livro Casting Might-Have-Beens de Eila Mell, Clark Gable não estava nem um pouco interessado no papel. Ronald Colman também foi considerado, mas pediu um salário muito alto. Fredric March, que conseguiu o papel do conde, não o queria, mas foi obrigado a aceitar pelo estúdio. 

Clark pode ter recusado o papel, inclusive, porque teria Greta Garbo como protagonista. Os dois haviam atuados juntos em Susan Lenox (1931), depois que Garbo havia pedido a presença de Gable no filme, mas ela não ficou nada satisfeita com ele e nem com o roteiro, faltando vários dias do set de filmagens. Gable achou essa atitude extremamente rude e não profissional, e os dois tiveram uma relação bem fria depois disso. 

Jean Harlow como Jetty Strong em Nascida Para o Mal (1934)

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O filme nascida para o mal conta a história de Jetty Strong, uma prostituta com um filho para criar, que tenta tirar vantagem de tudo e todos, para se tornar rica. O que ela não contava era com a aparição de Malcolm Trevor (Cary Grant) e sua esposa Alyce (Marion Burns), que ficam encantados com seu filho Mickey, e além de tudo, são ricos - fato que não passa despercebido para Jetty, que tenta tirar vantagem disso. 

Loretta Young, uma católica fervorosa, estava acostumada a interpretar papeis de mocinhas boas, e fazer Nascida Para o Mal foi uma mudança e tanto para ela. O papel, na verdade, estava destinado à Jean Harlow - para quem a personagem e o filme foi escrito - mas segundo Cary Grant, em entrevista para James Bawden, Jean Harlow "se recusou a participar dele." Sobrou para a coitada de Young! 

O ator ainda contou mais, dizendo que havia sido emprestado para a FOX para estrelar em Nascida Para o Mal e que o filme era "simplesmente horrível." 

Anna Magnani como Rose Bianco em A Orquídea Negra (1958)

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Anna Magnani é uma das grandes atrizes da história do cinema. Tendo cimentado o seu lugar no cinema internacional ao ganhar o Oscar pelo filme A Rosa Tatuada, de 1955, ela era uma das atrizes italianas mais requisitadas pelos grandes diretores. 

O estúdio Paramount havia comprado os direitos do roteiro de A Orquídea Negra, escrito por um jovem italiano chamado Joseph Stefano que queria provar que conseguiria escrever uma história melhor do que via nos filmes, e logo pensou-se em Anna Magnani para estrelar na película, que eles - o estúdio- acreditavam ter a possibilidade de concorrer no Oscar. Ela recusou porque estava ocupada com outros projetos e o roteiro foi passado para Carlos Ponti, produtor casado com Sophia Loren.

Ele, que viu na história de uma imigrante italiana que tinha que sustentar seu filho à qualquer custo, um veículo para sua esposa brilhar resolveu produzir o filme com a Paramount. Sophia ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza em 1959, mas não pode aceitar a vitória ao lado de seu marido, já que a Itália ainda não havia considerado o divórcio dele com sua primeira esposa legal, e ele era considerado um bígamo por lá. 

Alain Delon como Michael Corleone na trilogia O Poderoso Chefão

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O Poderoso Chefão teve várias mudanças de atores que deixam muitos cinéfilos se perguntando o que poderia ter sido. Wynona Ryder poderia ter sido a filha de Michael Corleone em O Poderoso Chefão 3 e não Sofia Coppola. Laurence Olivier, se tivesse aceitado o papel, poderia ter sido o patriarca da família mais mafiosa do cinema e não Marlon Brando.

Mas, talvez, uma das opções de elenco mais curiosa tenha sido Alain Delon, que quase interpretou Michael Corleone na trilogia. De acordo com o livro Hollywood and the Mob: Movies, Mafia, Sex and Death de Tim Adler, o produtor do estúdio Paramount, Robert Evans, queria que seu amigo, Alain Delon interpretasse o protagonista do filme. Coppola, no entanto, se recusava, dizendo que se demitiria se Al Pacino não fosse contratado. 

Robert até se referiu à Al Pacino, como um "nanico", mas no final o diretor Coppola conseguiu que Al fosse o Michael Corleone que ele tanto queria. 

Brigitte Bardot como Barbarella (1968)

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A personagem Barbarella, criada por Jean-Claude Forest, foi criada em forma de história em quadrinhos em 1962 e se baseou no maior símbolo sexual da França, a atriz Brigitte Bardot. A história, que tinha um forte conteúdo sexual, se tornou um escândalo na França e ficou conhecido como a primeira história em quadrinhos com conteúdo adulto. 

Assim, a história chamou a atenção do produtor italiano Dino De Laurentis, que convidou Brigitte Bardot (a primeira escolha para o papel que havia sido baseado nela) e Sophia Loren. As duas declinaram a oferta, por acharem que se tratava de uma boba história em quadrinhos. 

Foi aí que Dino enviou uma carta para Jane Fonda pedindo que ela interpretasse Barbarella. De acordo com a biografia de Jane, My Life So Far, ela também iria dizer não ao papel, mas seu marido, o diretor Roger Vadim a convenceu do contrário, dizendo que filmes de ficção científica eram "o futuro" e que "eu deveria fazer e ele dirigir o filme." E assim foi feito! 

Carole Lombard (então Jean Peters) como Georgia em Em Busca do Ouro (1925)

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Carole Lombard, anteriormente conhecida pelo seu nome Jean Peters, começou a atuar muito cedo, com apenas 13 anos de idade e ficou conhecida por sua veia cômica em filmes como Irene. a Teimosa (1936) e Nada é Sagrado (1937). Antes disso, no entanto, ela era apenas mais uma atriz tentando conseguir trabalho em Hollywood. 

Assim, aos 16 anos de idade, ela estava concorrendo por um papel no clássico filme de Charlie Chaplin, o Em Busca de Ouro (1925). O problema era que Chaplin, envolvido com a atriz Lita Grey, que ele cismou em transformar em uma estrela, poderia ser acusado de estupro de menor já que Lita estava grávida, ela era menor de idade, com 16 anos e ele tinha 45 anos de idade. 

Por isso, Chaplin se casou com a atriz e escalou Georgia Hale, na época com 20 anos de idade, ou seja, de maior, para viver a personagem. Jean, ou melhor Lombard, foi descartada justamente por ser menor de idade, o que não ficaria bem para a imagem de Chaplin na época. 

Gina Lollobrigida como Cleopátra (1963) 

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A grande epopeia do filme Cleópatra e como ele demorou para ser feito é um assunto com muito pano para a manga. Antes de Elizabeth Taylor ser coroada a Rainha do Egito e começar um romance pra lá de caliente com Richard Burton, outras atrizes foram consideradas para o papel de Cleópatra, incluindo a atriz italiana, Gina Lollobrigida. 

Conhecida como 'A Mulher Mais Linda do Mundo', parecia fazer muito sentido que ela fosse escolhida como a rainha egípcia, mas ela acabou não sendo escolhida, por não ser um nome que atraísse muitos espectadores americanos para o cinema, como seria o caso de Elizabeth Taylor.

Segundo o livro My Life with Cleopatra: The Making of a Hollywood Classic escrito por Walter Wanger, produtor do filme, Gina e seu marido participaram de uma reunião para saber mais sobre o papel, em 1959. Audrey Hepburn também havia aceitado o papel, mas como estava sob contrato com a Paramount e eles não a deixaram ser emprestada para outro estúdio, a ideia caiu sob terra. Sophia Loren também estava disposta interpretar a soberana, mas seu marido achou um absurdo a ideia de que o filme seria feito totalmente no estúdio. 

Joan Collins, aliás, também estava morrendo de vontade, segundo Wanger, de interpretar Cleópatra, mas apesar disso, Elizabeth Taylor foi escolhida para o papel, recebendo o pagamento inédito de 1 milhão de dólares para o papel. 


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