A vez que o Tarzan veio ao Brasil

*A matéria a seguir foi inspirada no livro 'Tarzan Vai ao Cinema', de Paulo Telles e Saulo Adami, que você pode adquirir por este link: https://bit.ly/3ymaWfS 


Tarzan é um mito do cinema norte-americano. O personagem, criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs, nasceu na África, mas seu sucesso ganhou pontapé inicial em Hollywood e se espalhou ao redor do mundo, com bilheterias milionárias e uma sucessão de filmes. Tanto que era só uma questão de tempo até que o destino o fizesse vir ao Brasil, mais especificamente Rio de Janeiro. 

De acordo com o livro 'Tarzan Vai ao Cinema', de Paulo Telles e Saulo Adami, toda a equipe de produção -Alfin A. G Productions e o diretor Robert Day - de Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967), chegou à Cidade Maravilhosa em 11 de setembro de 1965 pelo Aeroporto do Galeão. Também estava à bordo o escolhido da vez: o jogador de futebol americano Mike Henry que tinha quase 2 metros de altura, mais de 100 quilos e apenas 28 anos de idade. Steve Shagan e Sy Weintraub, produtores, também estavam no avião. 

Mike Henry desembarcou, reclamou do calor insuportável do Rio, e afirmou que apenas ficaria oito semanas para gravar o filme. De acordo com O Jornal, o ator foi recebido pelo embaixador de Hollywood no Brasil, Harry Stone, e milhares de fãs. 

A chegada de astros Hollywoodianos, como sempre, gerou o maior bafafá entre os brasileiros, mas a vinda de Tarzan ao Brasil era mais financeira do que para dar um novo ar ao personagem. Segundo a revista Manchete, um filme sobre o homem-macaco no Brasil sairia por apenas 60 milhões de cruzeiros que, se convertidos hoje, sairiam por pouco mais de R$2,1871 milhões. Nos EUA, o valor triplicaria! 

Mike Henry com fãs no Rio de Janeiro                                        Manchete

Antes mesmo da chegada do astro, cenários já estavam sendo construídos, em um acordo inédito com o governo brasileiro. De acordo com o Jornal do Brasil, o diretor de Tarzan se decidiu pelo Rio "devido à grande facilidade que o governo estava oferecendo às companhias cinematográficas estrangeiras e que decidem investir no Brasil", além dos incríveis cenários da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, cujas lagoas se assemelhavam à paisagem do Rio Amazonas, que seria o local original do filme. 

Os primeiros membros da equipe de produção chegaram três semanas antes, ainda em agosto de 1965, dando início à uma construção de aldeia que foi usada no filme. Com auxílio do Itamarati, do Ministério da Fazenda e do Governo do Estado, construiu-se uma aldeia de indígenas na beira da Lagoa de Comarim, no 0km da Rodovia Presidente Dutra, no Recreio dos Bandeirantes. Numa das margens foi construído um hospital, mercado, escola e oito palhoças de indígenas e, na outra, uma aldeia "legítima"- para isso foram desmatadas mais de 200 árvores, com a produção recebendo uma multa de 200 mil cruzeiros do Departamento de Recursos Naturais. Mais de dois mil extras brasileiros foram contratados, pela empresa de Antonio Cristiano, para participar de Tarzan. O ator Paulo Gracindo foi escolhido para interpretar o professor na obra. 

Os produtores Steve e Sy, é claro, não poderiam estar mais felizes com a ajuda prestada pelo governo brasileiro. Tanto que prometeram que, se tudo desse certo, fariam várias produções de Tarzan no Brasil, citando a simpatia e ajuda do então chefe de divisão do cinema do Itamarati, Sr. Luis Amadeu Conti. As filmagens ocorreriam no Jardim Zoológico, no dia 16, na Avenida do Rio Branco, no dia 18, em Vila Velha, no dia 19 e no Recreio dos Bandeirantes, no dia 20. Mas infelizmente, Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967) parecia amaldiçoado desde o início. 

A aldeia criada pela equipe de produção no Rio de Janeiro 

Após a chegada do astro e da equipe de Tarzan, que ficaram instalados no Hotel Excelsior, no dia 12 de novembro de 1965, chegaram à bordo do avião da Varig, o macaco Dinkey, de 10 anos - que embora macho ficou como Chita -  a dublê, a macaquinha Vicky - o leão Major e o puma Toffee, acompanhados do domador Stewart Raphael, o assistente Fernando Celis e sua equipe. Os animais ficaram alojados no estúdio cinematográfico do Cinedia, em Jacarepaguá. A serpente com quem Mike Henry precisaria lutar no filme foi emprestada por Luz Del Fuego, dançarina e naturalista brasileira. 

Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967), no entanto, não agradou todos os fãs brasileiros do homem-macaco. Segundo o site Tribuna da Imprensa, produtores, cineastas e até atores estavam indignados com algumas das cenas do filme. Em especial com a cena de um cientista, que seria flechado por indígenas, em plena Avenida Rio Branco e que depois seria devorado no Jardim Zoológico. O diretor Luis Carlos Barreto, o principal opositor da película, recebeu o apoio de Grande Otelo, Tereza Raquel e Nelson Pereira. O ONG SUIPA (Sociedade União Internacional dos Animais) planejava, inclusive, um protesto contra a aplicação de tranquilizantes em Chita, papel do macaco Dinkey, que só poderia gravar após ser medicado, pois era bastante nervoso. O SPI (Serviço de Proteção ao Índio) também se opôs às filmagens, assim como Herbert Richers e Carlos Diegues

Os adestradores com Major, Dinkey e Vicky                            Jornal do Brasil 

O deputado Euripides Cardoso de Menezes ainda declarou que a aldeia construída na beira da Rodovia Presidente Dutra deveria ser incendiada. Ele considerou que Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967) era um filme "inautêntico, com o objetivo de achincalhar o Brasil, dando a seu respeito uma impressão falsa." A cena do indígena canibal seria, inclusive, "caso de polícia". O filme, no entanto, já havia sido liberado pela censura de Brasília e o produtor Steve Chagan afirmou que os boatos apenas serviram para ridicularizar a película. 

As filmagens, é claro, continuaram apesar do protesto de inúmeros brasileiros, em especial da classe artística. Mas teve um efeito positivo: no primeiro dia de gravações, Mike gravou no Jardim Zoológico na Quinta da Boa Vista, no dia 16 de setembro, ao lado de Paulo Gracindo, mas sem qualquer alusão racista ou zombeteira à população brasileira. O 14º Tarzan foi a grande sensação, em especial com as crianças que faziam uma excursão por lá, pela Escola Municipal Frei Leopoldo e interromperam as cenas por busca de autógrafos. 

Paulo Gracindo, Mike Henry e o inofensivo Major                           Cinelândia

Mike Henry foi um pouco mais arisco com a imprensa - isso é, até que os próprios animais que foram fotografados. O ator ficou dormindo o dia inteiro e não compareceu à coletiva de imprensa que estava marcada para o dia 12 daquele mês. Antes, apenas participou de um cocktail de Harry Stone e no dia 15 de setembro retirou-se do Cinema Palácio, durante o Festival Internacional de Filme, meia hora antes do início do filme, afirmando que estava muito cansado e queria dormir por conta de um resfriado. Em coletiva de imprensa, de acordo com o jornal O Globo, um dia antes de sofrer um grave acidente, o Tarzan estava de bom-humor, afirmou que teria feito a entrevista se tivesse sido chamado e foi só elogios para as mulheres brasileiras:

Os olhos tem um misto de bondade e de amor, uma cor indescritível, um poema, verdadeira obra-prima da natureza [o ator ainda deixou claro que tem predileção pelas morenas]. 

A alegria do ex-jogador de futebol americano não duraria muito. No dia 17 de setembro, Mike foi mordido no maxilar inferior pela macaca Chita, interpretada por Dinkey. Tudo aconteceu em cena no Jardim Zoológico, quando Mike atuava com o macaco que, horas antes, havia feito uma cena - combinada- no qual mordia o queixo de Paulo Gracindo. Talvez irritada pela repetição das cenas ou a presença de menores, o macaco mordeu o artista. Mike foi levado para o Hospital Souza Aguiar, onde levou dezoito pontos. Medicado, em entrevista ao Jornal, ele garantiu que o ataque de Dinkey foi por conta do animal não gostar de multidões e nem de crianças. Para as outras cenas, ele foi substituído por Elmer. 

Mike ficou uma semana sem gravar, bem no dia que Diana Millay, que no filme interpretava o papel que seria de Jane - que há quatro filmes não era mais parceira de Tarzan para representar a liberdade do personagem- chegava ao Brasil pelo voo 811 da Varig. A atriz britânica, que já participou de outros filmes com o ex-atleta, começaria a gravar naquela semana, se não fosse pelo acidente. 

Mike Henry saindo do Hospital após ser atacado por Chita

O ator, por outro lado, tentou minimizar o acidente, afirmando que foi uma publicidade bastante interessante para o filme. No Hotel Excelsior, ele tentou relaxar ao máximo, mantendo sua dieta de proteína pura, café preto e vários chocolates nos bolsos. Mike apenas lamentou ter que adiar uma feijoada, que já estava programada. A equipe aproveitou para gravar outras cenas em que o astro não aparecesse e ele participou de alguns bailes, flertando com outras cariocas - mesmo necessitando de repouso absoluto. 

Mike Henry após ser mordido por Dinkey

No dia 20 de setembro chegou ao Rio, através do Aeroporto do Galeão, o macaco Elmer, que se tornou substituto de Dinkey. O macaco anterior foi deportado para os EUA - e depois sacrificado - após morder Mike Henry. De acordo com o adestrador, a nova Chita era muito mais maleável e simpática. Manuel Padilla Jr chegou na última semana de setembro, para interpretar o imediato Pepe de Tarzan. 

Nesse ínterim, Mike aproveitou para passear pelo Rio de Janeiro, fazendo compras em lojas populares e conhecendo outros pontos turísticos da cidade. Ele retornou às gravações no dia 7 de outubro em uma aldeia de indígenas montada na Barra da Tijuca. Depois de um período de chuvas, que atrasou ainda mais as filmagens, os produtores torciam por um tempo bom, mas infelizmente esse não seria o caso para o ator. 

Dinkey, à esquerda, a Chita original e ao lado do substituto, Elmer

Logo no primeiro dia da volta das filmagens, com ajuda do produtor paulista Camilo Sampaio, e a presença da amiga Beverly Adams -com quem também teria vivido um affair- que estava no Rio por conta do Festival de Filme, Henry foi surpreendido nas gravações por uma vaca que passava na "aldeia" e se assustou com o leão Major. Ela quebrou as portas de bambu e disparou sobre o terreno, inclusive na frente de Mike, que teria ficado super assustado e se abrigado em uma árvore. A ação do ator decepcionou muitos fãs que estavam presentes e teriam zombado dele por se assustar com uma vaca. Sobre isso, ele apenas afirmou: "não sou toureiro". 

Mike Henry com a co-estrela Diana Millay

Os sustos para Mike Henry, no entanto, continuaram acontecendo. Um dia depois do início das gravações, 8 de outubro, o ator foi "atacado" pelo inofensivo leão Major. Segundo O Jornal, o ex-atleta estava no camarim e, ao sair, aproveitou para fazer um carinho no animal, que estava dormindo. Major, que não gostou de ter sido acordado, foi para cima de Mike que, com uma grande destreza, saltou para trás e escapou. 

Vários civis fizeram parte das gravações, como o policial Fred Bueno que interpretou um guerreiro, além do próprio diretor Camilo, que era Molo. Paulo Gracindo era o único, entre todos os extras, que recebia em dólares, com um ganho de U$100 diários. O restante de Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967) correu sem grandes anedotas e as filmagens se encerraram no dia 22 de novembro. Já no dia seguinte, 23, Mike embarcou para os Estados Unidos para um descanso de oito dias antes de gravar mais um filme de Tarzan e, de acordo com o Jornal do Brasil, desmentiu o incidente com a vaca, pelo qual ele ficou tão famoso:
Aquela vaca não era de nada. As notícias não passam de invenção de repórteres sensacionalistas. 

A imprensa, no entanto, continuava a pegar no pé de Tarzan e, de acordo com O Jornal, ele teria ficado horrorizado com uma barata na sua mala, que foi morta pela comissário de bordo. Que situação! 

Mike continuou a ter uma onda de má sorte nas gravações

Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967), inspirado em James Bond, conta a história de Tarzan, vivido por Henry, que vai ao Brasil ao ser convocado pelo amigo, o Professor, papel de Paulo Gracindo. Ele pediu ajuda para combater o culto do Jaguar, uma seita que hostilizava o trabalho de Ann, da atriz Diana, que tentava vacinar os indígenas contra uma epidemia. O vilão era interpretado por Raffer Johnson e ainda tinha Jan Merlin. Outros brasileiros também participaram do filme como Elmer Gomes, Carlos Eduardo Dolabella e Luz del Fuego. 

O filme, apesar de gravado em 1965, foi apenas lançado no dia 1 de setembro de 1967. 

Tarzan e o Menino das Selvas (Tarzan and The Jungle Boy, 1968)

Mike Henry estava estafado de toda a confusão nas gravações de Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and The Great River, 1967) e estava ansioso para descansar. Os planos do ator, no entanto, foram frustrados pelo produtor Sy Weintraub que, para aproveitar o bom tempo, decidiu continuar as gravações do novo filme: Tarzan e o Menino das Selvas (Tarzan and The Jungle Boy, 1968) e o fez voltar o mais rápido possível ao Brasil. 

No dia 10 de dezembro, Mike retornou ao Rio de Janeiro, exatamente no mesmo hotel, o Excelsior, para dar continuidade às aventuras do homem-macaco. Durante sua ausência, o novo diretor Robert Gordon, já estava gravando com o Boy, interpretado por Steven Boyd, além dos atores Alizia Gur e Ronnie Gams no Parque Lage, no Rio de Janeiro. 

Mike Henry exibindo um pouco de sua destreza na música

No dia 28 de dezembro chegou a ex-esposa (ou esposa, dependendo do jornal) de Mike ao Rio de Janeiro, Tawet, com a filha deles, Shannon, de oito anos. As duas aproveitaram a ocasião para visitarem mais o país e ficaram hospedadas no Leme Palace Hotel, enquanto Henry estava no hotel Excelsior. De acordo com Jornal do Brasil, Henry aproveitou a volta para desenvolver o canto e praticar violão, escrevendo diversas músicas inspiradas no Brasil:
O que mais me impressiona e me agrada nesta terra é que aqui ninguém tem mania de impingir ideias, cada um tem a própria ideologia, sem se preocupar em convencer os outros. 
O ator elogiou Tom Jobim e afirmou que não pretendia deixar a música para trás. Tanto que ele causou a maior sensação quando participou na TV Rio, no dia 5 de janeiro de 1966, no programa Show do Golias, que foi preparado pelo produtor Carlos Alberto com cenário de selva. O compositor João Roberto Kelly o acompanhou cantando em inglês e português a canção 'Ana Lúcia' e Mike arranhou um pouco no português, apresentando uma música que ele escreveu com as palavras que conhecia. De acordo com o Jornal do Brasil, uma das letras era "bom dia, hotel Excelsior, sexto andar, 609", onde ele estava hospedado. 

Mike Henry durante as filmagens do primeiro filme

De acordo com o livro 'Tarzan Vai ao Cinema', a produção do segundo filme foi um caos ainda maior do que o primeiro. Henry contraiu disenteria, teve uma infecção no ouvido e uma virose no fígado. A disenteria, aliás, atingiu outros membros da equipe, inclusive com leão que teve que ser devolvido pois não se recuperaria a tempo. 

As gravações foram interrompidas no dia 10 de janeiro, após uma chuva torrencial que durou duas semanas. Segundo o livro Tarzan of the movies de Gabe Ossoe, a tempestade foi tão intensa que Mike lembrou que o sistema de drenagem do Rio de Janeiro não foi o suficiente para lidar com a quantidade imensa de água: 
Um tufão veio em seguida, trazendo a pior inundação que a cidade viveu durante um século. A água quebrou os canos e a água dos prédios parou de correr. Levou semanas para que os canos fossem consertados. Nesse meio tempo, para tomar banho, você tinha que usar baldes de água da chuva do serviço de quarto. Era a única coisa disponível.

Mike Henry e Steve Bond, como Boy

Após a chuva torrencial, o produtor Sy Weintraub perdeu mais de U$140 mil em cenários de Tarzan e o Menino das Selvas (Tarzan and The Jungle Boy, 1968), em especial um construído na praia, que foi completamente dizimado. Logo depois, uma epidemia de tifo surgiu, mas Sy tinha soro suficiente para aguentar alguns dias. Ele e o diretor Robert Day fez com que os atores trabalhassem dia e noite, sem qualquer pausa. Mike estava farto e anunciou que não faria mais a série de televisão - e no dia 22 de janeiro chegou ao Brasil o outro Tarzan, Ron Ely para substitui-lo, mas essa é outra história!

Para piorar a situação do ator, logo chegou ao Brasil Lex Barker, antigo intérprete de Tarzan no dia 22 de janeiro, para gravar o filme Carnaval de Assassinos (1969). O ex-marido de Lana Turner era considerado pela imprensa como o verdadeiro Tarzan e as comparações se tornaram inevitáveis. 

Mike Henry voltou para casa após a temporada de Carnaval carioca, no qual se esbaldou e até se fantasiou de Tarzan - já sem a presença da ex-esposa e filha - mas depois de passar inúmeros sufocos e negligências pela produção, decidiu processar Weintraub. O ator o processou em US$800 mil por "más condições de trabalho e prejuízos à sua saúde mental e física", além de US$75 mil pela mordida que levou do macaco Dinkey. Os dois entraram em um acordo fora dos tribunais. 

Mike Henry curtiu o baile de Carnaval no Copacabana Palace


Mike Henry faleceu no dia 8 de janeiro de 2021, após lutar desde 1988 contra o Mal de Parkinson. Ele foi o Tarzan em três filmes para o cinema, passando por diversas dificuldades nas gravações, com animais, atores e tempos. Mas com certeza o seu tempo no Rio foi o mais desafiador de todos. 

Tarzan e o Menino das Selvas (Tarzan and The Jungle Boy, 1968) conta a história de Tarzan, vivido pela última vez por Henry, que ajuda a jornalista Myrna, interpretada pela ex-Miss Israel Alizia Gur, e o marido Ken, por Ronald Gans, a encontrar o menino perdido interpretado por Steve Bond, que depois se torna Boy de Tarzan. O filme contou com o ator brasileiro José Lewgoy e Rafer Johnson, novamente, como o vilão.  



Postar um comentário

2 Comentários

  1. Prezada Gabriella!
    Primeiramente quero agradecer pela menção e divulgação do meu livro escrito com Adami, e para minha surpresa, não pensei que sua matéria fosse justamente sobre a vinda do ator Mike Henry a minha cidade. Ao ler o presente tópico, constatei com fatos e eventos que eu mesmo desconhecia sobre a vinda deste intérprete de Tarzan ao Brasil. Seu trabalho atingiu uma qualidade inesgotável, com informações mais precisas sobre Henry na “Cidade Maravilhosa”. Acho uma pena que ele não tenha se adaptado ao papel e as pressões, pois ele tinha o physique du rôle perfeito para o personagem, com base nos traços dos grandes desenhistas dos quadrinhos, como Brune Hoghart e John Celardo, e teria sido ótimo também se tivesse feito a série de televisão. Henry viveu seus momentos de astro, mas infelizmente depois de seus três filmes como o herói criado por Edgar Rice Burrouhghs ele nunca mais teve papéis de destaque no cinema, sendo relegado para pontas insignificantes, como na série Bandit com Burt Reynolds. No mais, parabéns pela matéria e novamente meus agradecimentos pela menção ao livro TARZAN VAI AO CINEMA, e nos sentimos muito felizes que a obra pudesse inspirar tão primorosa matéria. Muito obrigado e um grande abraço!

    PAULO TELLES
    Escritor, Crítico e Radialista (DRT 21959/RJ)
    Blog Filmes Antigos Club – A Nostalgia do Cinema
    http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com/
    Web Rádio Vintage
    https://webradiovintage.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Paulo, tudo bom?

      Primeiramente, fico muito feliz que você tenha gostado da matéria! O livro que você escreveu com Saulo foi base para ela e fez o maior sucesso aqui em casa. Na obra de vocês pude descobrir várias curiosidades sobre esse personagem incrível e por isso sou muito grata!

      Fico honrada em saber que você aprovou a matéria e espero que muitas outras pessoas possam ter acesso ao livro, que é incrível!

      Um grande abraço e muito sucesso para você, sempre!

      Excluir