8 filmes clássicos de terror para curtir o Dia das Bruxas - Caixa de Sucessos

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31/10/2020

8 filmes clássicos de terror para curtir o Dia das Bruxas

O Dia das Bruxas não é um dos feriados mais populares do Brasil. Em contrapartida, no hemisfério norte, a data é celebrada com "gostosuras ou travessuras", fantasias e muitas festas.

Apesar do nosso país ser, em tese, laico, as influências cristãs foram fortemente implantadas no Brasil e por isso, a ênfase é dada para os dias 1 e 2 de novembro, que são, respectivamente, o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados. 

A data do dia 31 de outubro, no entanto, vem ganhando os holofotes no nosso país, em especial pela influência estrangeira e também pela tradição que todo o cinéfilo ama: assistir uma maratona de filmes de terror. 

Nesta A Listinha, exibimos 7 filmes clássicos de terror para você curtir o Dia das Bruxas, ou se preferir o Halloween, seja sozinho, acompanhado ou apenas para conhecer novos clássicos. Alertamos, no entanto, que você não vai encontrar filmes já conhecidos como Elvira, A Rainha das Trevas (1986), Halloween (1978), Drácula (1931) e Frankenstein (1933) por aqui, pois queremos dar chance para outros clássicos, ok? 

O ANJO DA NOITE (1974, dir. Hugo Khouri) 

José Mojica Marins, ou melhor, Zé do Caixão é o pioneiro dos filmes de terror no Brasil e seu primeiro filme À Meia Noite Levarei sua Alma (1964, disponível aqui) se tornou um dos maiores clássicos do gênero. 

Seguindo os passos de Zé, o diretor Walter Hugo Khouri também criou um clássico do terror brasileiro, o longa O Anjo da Noite (idem, 1974). Baseado no livro A Outra Volta do Parafuso de Henry James e possivelmente com influência do filme Os Inocentes (The Innocents, 1961) com Deborah Kerr, o filme tem uma atmosfera de terror gótica.

Nele, conhecemos a babá Ana, vivida por Selma Egrei, que é contratada para cuidar de duas crianças em uma mansão em Petrópolis, enquanto seus pais viajavam. Em uma casa afastada e com ares macabros, ela começa a receber ligações misteriosas ao mesmo tempo que o caseiro Augusto (Elieser Gomes) revela que há algo de macabro por ali. 

Em seu primeiro filme de terror, o diretor conseguiu consagrar O Anjo da Noite (1974) como um dos clássicos do gênero, com uma atenção aos detalhes e cenários que o fez ser premiado no Festival de Gramado no ano seguinte. 

Um filme que não pode faltar em sua lista para o Dia das Bruxas. 

O Lobisomen (Wolfman, 1941, dir. George Waggner)

Antes de O Monstro da Lagoa Negra (1954), que segue uma narrativa parecida, existiu o filme O Lobisomem (The Wolfman, 1941), estrelado por Lon Chaney Jr, cujo pai Lon Chaney interpretou um dos maiores "monstros" do cinema: o Fantasma da Ópera em 1925. 

Produzido pela Universal, que se especializou em criar filmes de cunho de horror e com monstros, O Lobisomem (The Wolfman, 1941) foi o segundo filme do estúdio a tratar sobre a lenda do lobisomem, sendo o primeiro O Lobisomem de Londres (Werewolf of London, 1935). 

O filme conta a história de Larry Talbot, vivido por Chaney, que após a morte de seu irmão volta à sua antiga cidade para se reconciliar com o pai, John, interpretado por Claude Rains. Lá ele se apaixona por uma jovem chamada Gwen e uma noite, após salvar sua amiga, é mordido por um lobisomem chamado Bela, papel de Bela Lugosi, o eterno Drácula. 

Logo Larry, em sua forma animal, começa a aterrorizar a pequena cidade, sem qualquer lembrança do que fez durante a lua cheia. Lon reinterpretou o Lobisomem nos filmes Frankenstein Encontra o Lobisomem (1943), A Casa de Frankenstein (1944), A Casa de Drácula (1945) e por fim na comédia Abbott e Costello contra Frankenstein (1948). 

O Lobisomen (Wolfman, 1941) teve um remake em 2010 estrelado por Benício del Toro e os últimos rumores indicam que Ryan Gosling interpretará o Larry em um reboot. Veja o filme completo, em inglês, abaixo! 



Inferno (Jigoku, 1960, dir. Nobuo Nakagawa)


Inferno (Jikogu, 1960) não é um dos primeiros filmes de horror do Japão, mas atingiu o status de clássico graças às suas imagens gráficas e horripilantes. 

Nele, conhecemos o estudante de teologia Shirõ, vivido por Shigeru Amachi, que está noivo de Yukiko (Utako Mitsuya), filha de seu professor. Numa noite, ele pega carona com o seu colega, Tamura (Yōichi Numata) que atropela e mata o líder de uma gangue. 

Shirõ tenta impedir seu colega e ir para a polícia, mas essa série de eventos acaba matando sua noiva e ele encontra conforto com uma stripper, que depois ele descobre ser a namorada do líder que ele e seu amigo mataram. A jovem Yoko (Akiko Ono) e a mãe do morto, interpretada por Kiyoko Tsuji, decidem se vingar. 

Assim Shirõ recebe uma carta para ir para a casa dos pais e ele nem imagina que durante essa viagem ele encontrará o próprio Inferno. 

Em Inferno (Jikogu, 1960) o diretor Nobuo Nakagawa e o roteirista Ichirô Miyagawa chocam ao exibir o inferno de uma maneira tão cruel, com cenas sangrentas e altamente perturbadoras. O filme ganhou uma refilmagem em 1979 e também em 2005. 



O Mundo Odeia-me (The Hitch-Hiker, 1953, dir. Ida Lupino)


O Mundo Odeia-me (The Hitch-Hiker, 1953) se foca mais no drama psicológico dos personagens, mas isso não o torna menos assustador.

Dirigido pela atriz Ida Lupino, conhecida por dedicar seu tempo e talento à filmes com temáticas provocadoras e incisivas, O Mundo Odeia-me, escrito pela atriz e seu marido, Collier Young, conta a história de um serial killer chamado Emmett Meyers (William Talman) que pega carona com dois pescadores na estrada. 

O que Roy e Gilbert, vividos respectivamente por Edmond O'Brien e Frank Lovejoy, não sabiam é que ele já havia matado outros bom-samaritanos no meio do caminho e nesse jogo de gato e rato promete matá-los antes da carona terminar. 

O telespectador então, recebe de bom grado, um afiado thriller psicológico cuja trilha sonora impacta e aterroriza. O Mundo Odeia-me (The Hitch-Hiker, 1953), aliás, foi baseado em uma história real que ocorreu na Califórnia nos anos 1950 no qual o prisioneiro Billy Cook matou seis pessoas posando como uma pessoa que pedia carona, assim como seu alterego no filme. 

Dá para ficar mais horripilante do que isso? 


Sangue de Pantera (Cat People, 1942, dir. Jacques Tourneur)


Sangue de Pantera (Cat People, 1942) começou com a idealização do produtor Val Lewton, que ahvia acabado de assinar com o estúdio RKO. Charles Koerner, vice-diretor do estúdio, queria competir com a Universal, que teve hits modestos explorando monstros como Drácula e Frankenstein. 

Assim, ele teve a ideia do título Cat People, ou seja, em tradução literal Pessoas Gatos, e deixou a cargo de Val e o escritor DeWitt Boedeen de desenvolver a história. Segundo o livro Cat People por Kim Newman, eles se basearam na história de Algernon Blackwood, que conta sobre uma aldeia que adora gatos e uma protagonista assombrada por essas memórias. 

Assim, temos a estrela a francesa Simone Simon, vivendo a imigrante sérvia Irena Dubrovna no filme Sangue de Pantera (Cat People, 1942). Uma desenhista, ela se muda para Nova York buscando novos rumos profissionais e se apaixona por Oliver Reed (Kent Smith). 

Os dois se casam, mas Irena teme em se tornar íntima com o amado pois existe uma lenda em seu vilarejo de que se ela se tornar íntima dele, algo terrível pode acontecer. 

Feito com um orçamento baixíssimo, Sangue de Pantera (Cat People, 1942) é a prova de que com bastante criatividade, a audiência pode se surpreender com ótimos e práticos efeitos especiais. Foi neste filme, aliás, que foi criada a famosa técnica Lewton Bus, ou o jump scare, no qual a cena cria tensão para um choque que, no final, é inofensivo.

Sangue de Pantera (Cat People, 1942) foi um grande sucesso para a RKO e ganhou uma continuação em 1944 intitulado A Maldição do Sangue de Pantera com a volta dos atores originais. A obra recebeu uma refilmagem em 1982 intitulada A Marca da Pantera (Cat People, 1982). 

Veja, abaixo!

O Morcego (El Vampiro, 1957, dir. Fernando Méndez)


Não poderíamos fazer uma lista sobre filmes clássicos de terror sem incluir, pelo menos, uma história sobre o Drácula. 

O escolhido foi o filme mexicano O Morcego (El Vampiro, 1957), o primeiro a exibir um vampiro com longas presas afiadas e que, apesar de não ser tão icônico quando Drácula (1931) ou Nosferatu (1922), é com certeza interessante. 

No filme, conhecemos Marta, vivida por Ariadne Welter, uma jovem que procura seu vilarejo no México, Sicomoros, para visitar suas duas tias. No meio do caminho, ela conhece o jovem Enrique (Abel Salazaer) que a ajuda em sua busca. 

O problema é que quando ela chega lá, uma de suas tias morreu após sofrer com um estado de paranoia enquanto a outra, aparentemente, não envelheceu. Eloisa, vivida por Carmen Montejo, está negociando com o sr. Duval (Gérman Robles, em seu primeiro papel nos cinemas) que pretender comprar a terra e, consequentemente, todo o vilarejo. 

Com uma atmosfera misteriosa, O Morcego (El Vampiro, 1957) foi um sucesso no ano de seu lançamento e garantiu uma continuação intitulada O Ataúde do Vampiro (El ataud del Vampiro, 1958). O filme, apesar de alguns erros de continuação e de ritmo, continua um clássico cult do cinema. 

O Olhos Sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, 1960, dir. Georges Franju)


Olhos sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, 1960) é um filme de terror franco-italiano baseado no livro homônimo do francês Jean Redon. 

Estrelado por Alida Valli, o filme conta a história de uma jovem chamada Christiane, vivida por Edith Scoob, que após um acidente terrível fica com o rosto completamente desfigurado. Seu pai, o brilhante médico Génessier (Pierre Brausser), infeliz com a situação de sua amada filha resolve fazer de tudo para ajudá-la. 

Assim, em uma reviravolta cruel e sombria do filme Um Rosto de Mulher (que já foi interpretado por Joan Crawford, Ingrid Bergman e a mexicana Ana Luisa Beluffo), o doutor decide que a única maneira de ajudar Christiane é sequestrar jovens mulheres para fazer transplantes no rosto da filha. Alida Valli é a leal governanta Louise, que faz de tudo para ajudar essa querida família. 

O filme, um clássico incompreendido quando foi lançado,  graças ao toque de direção melancólico de Georges Franju, inspirou, posteriormente diversas outras películas. A cena do transplante de rosto, aliás, continua como um dos mais perturbadores do cinema. 

O clássico de Pedro Almodóvar A Pele Que Habito (2011) se inspirou em Olhos sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, 1960), assim como John Carpenter que baseou a máscara de Halloween (1978). Até o cantor Billy Idol se baseou no filme para escrever seu hit Eyes Without a Face


A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of The Living Dead, 1968, dir. George Romero)


A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of The Living Dead, 1968), além de um clássico no gênero de terror, também fez história ao ter o primeiro homem negro como protagonista. 

Duane Jones interpreta Ben, o único homem capaz de conter o ataques de zumbis em sua cidade, utilizando sua inteligência e seu conhecimento com armas. Ele salva Barbra, interpretada por Judith O'Dea, e a partir dai ele descobrem mais cinco pessoas na fazenda abandonada, que estão lutando por suas vidas. 

Com brigas internas e momentos de horror dos zumbis, que comem carne humana para se alimentarem, Ben e o resto dos refugiados lutam a cada minuto para sobreviverem. O filme se tornou um dos maiores sucessos do ano surpreendendo à todos, já que a produção tinha um baixíssimo orçamento. 

George A Romero, então, logo tratou de fazer outras continuações e fez seis filmes com essa temática de zumbis, o Despertar dos mortos (1978), Dia dos mortos (1985), Terra dos mortos (2005), Diário dos mortos" (2007) e A ilha dos mortos (2009). 

Nenhum deles, no entanto, superou o êxito de A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of The Living Dead, 1968) que em 1990 ganhou uma refilmagem. 



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