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A parceria de Rita Hayworth e Glenn Ford nos cinemas

Rita Hayworth foi o amor da vida de Glenn Ford. Você, como fã do cinema clássico, pode considerar essa afirmação um desrespeito às quatro esposas de Ford, especialmente a atriz Eleanor Powell, com quem ele ficou casado por vinte anos e teve seu único filho, Peter Ford. Mas não é exagero e nem desrespeito: Rita e Glenn tinham uma relação super especial. 

O ator, aliás admitiu esse tanto, em entrevista para o jornalista Ron Miller, enquanto sua terceira esposa Cynthia estava presente. Ao falar sobre seu relacionamento com Rita, a esposa afirmava que os dois eram como "irmão e irmã", algo que Glenn veemente negou: "Não como irmão e irmã. Eu amo essa mulher. Cynthia entende." 

Rita Hayworth e Glenn Ford começaram uma amizade no set de filmagens de Protegida do Papai (Lady in Question, 1940) e nunca mais se desgrudaram. Às vezes amantes, mas sempre amigos (morando até em casas anexas nos anos 60/70), os dois atores formaram um dos relacionamentos mais duradouros de Hollywood. Tanto que no enterro de Hayworth em 1987, Ford foi um dos homens que carregou o caixão da grande amiga e fez questão de continuar a honrá-la após sua morte. 

Rita Hayworth e Glenn Ford atuaram em cinco filmes juntos, ao longo de 20 anos, e a química deles dentro e fora das telonas é a coisa da qual lendas são feitas! Por isso, em homenagem ao centenário de Hayworth, confira em nossa edição de A Listinha todos os filmes dessa dupla incendiária.  

Rita Hayworth e Glenn Ford em foto publicitária para Gilda (idem, 1946)
Protegida do Papai (Lady in Question, 1940)

Rita Hayworth e Glenn Ford contracenaram pela primeira vez em Protegida do Papai (Lady in Question, 1940). Um filme "tipo B", Rita interpretava Natalie, uma jovem acusada injustamente de cometer um terrível crime. Convencido de sua inocência, o jurado Andre (Brian Aherne), um senhor de família, convida Natalie para viver em sua casa até que tudo seja esclarecido. Nele, Glenn Ford interpretou Pierre, o filho de André, por quem Natalie se apaixona e vice-versa. 

O filme foi dirigido por Charles Vidor (que ironicamente reuniria Glenn e Rita anos depois em Gilda e Os Amores de Carmen) e foi graças ao roteirista Lewis Meltzer que os dois atores puderam contracenar juntos pela primeira vez. Isso porque Protegida do Papai (Lady in Question, 1940) foi baseado no filme francês Mulher Fatal (Gribouille, 1937) e no original o filho do jurado, Claude, não tinha um papel tão destacado. 

Glenn Ford fotografando Rita Hayworth no set de filmagens de A Protegida de Papai (Lady in Question, 1940)
Lewis mudou isso e escreveu um substancioso papel para Glenn como Pierre e com várias cenas românticas entre os dois, que já era um dos queridinhos (entre Rita e William Holden) de Harry Cohn, chefe do estúdio Columbia. Foi aí que as carreiras de ambos começaram a decolar! 

Mas engana-se quem acha que essa foi a primeira vez que os dois se conheceram! Segundo a biografia Glenn Ford: A Life, de Peter Ford, o primeiro encontro de Rita e Glenn aconteceu muitos anos antes: 
Eu a perguntei: 'Você se lembra aquela vez que os Cansinos iriam se apresentar naquela barco de apostas, o SS Rex, há muitos anos atrás? [No começo dos anos 30, quando o barco foi inaugurado] Estava ancorado nas baías de Santa Monica. Você estava toda bem arrumada em seu figurino e você pegou o bonde veneziano para embarcar no táxi aquático em Santa Monica?' Rita relembrou e perguntou se eu havia assistido a performance. Eu a disse: 'Não, mas o jovem que dirigia o pequeno bonde que você pegou até o táxi aquático era eu.'" 
Como o destino é engraçado, não é mesmo? Apesar da amizade dos dois se desenvolvendo cada vez mais por trás das câmeras, no filme a atriz tinha grande dificuldade em beijá-lo, com vergonha de fazer tal intimidade em público. Charles Vidor, então, levou os dois astros para um restaurante perto do estúdio para tomarem algumas margaritas (Rita tinha 21 anos e Glenn tinha 24 na época). Depois disso, o beijo se tornou bem mais fácil de fazer. 

A Protegida do Papai (Lady in Question, 1940) marcou o começo da parceria muito bem-sucedida de Rita Hayworth e Glenn Ford nos cinemas, mostrando a química inegável entre eles, em uma comédia romântica leve, doce e bem despreocupada. Um filme tão subestimado quanto gostoso de assistir!

Gilda (idem, 1946)

Seis anos depois, Rita Hayworth e Gleen Ford se reencontraram para filmar sua segunda parceria no cinema - e a mais explosiva de todas: Gilda (idem, 1946). No segundo casamento, com o diretor Orson Welles, a atriz tinha acabado de dar à luz sua primeira filha, Rebecca Welles. Peter Ford, o único filho de Glenn, já estava com um ano de idade e Glenn havia recentemente voltado da II Guerra Mundial. 

Gilda (idem, 1946), aliás, não tinha um roteiro fixo - assim como Casablanca (idem, 1942), a película era reescrita dia por dia através da ideia de Virginia Van Upp sobre a história original de E.A Ellington. Virginia tinha produzido Modelos (Cover Girl, 1944), um dos filmes de maior sucesso de Hayworth e a atriz apenas concordou em protagonizar Gilda se Van Upp produzisse o filme também. Assim foi feito e Hayworth aceitou um dos papeis definidores de sua carreira e seu primeiro drama. 

Rita Hayworth e Glenn Ford em foto para Gilda (idem, 1946)
Gilda (idem, 1946) conta a história de Johnny Farrel, vivido por Glenn Ford (cujo papel foi oferecido, em seu rascunho inicial para Humphrey Bogart que o recusou por considerar o filme de "mulherzinha") um foragido que se torna um tipo de gângster com o apoio de seu chefe do Cassino na Argentina, Ballin Mudson, papel de George Macready. O problema é que Ballin se casa com Gilda, papel chave de Hayworth, com quem Johnny já teve um tórrido caso e assim a atmosfera sexy noir, com assassinatos, amor, ódio e revanches se desenrola nas telonas. 

A química entre Rita e Glenn, mais uma vez, prevalece durante o filme todo (Glenn foi escalado quando filme já estava começando) e o fato de que, na vida real, a atriz estava passando por uma crise no casamento com Orson Welles não ajudou em nada nos rumores de que os astros estariam vivendo um caso de amor, o que era realmente o que acontecia. 

Quando Harry Cohn soube que Rita e Glenn estariam passando tempo demais sozinhos no camarim, ele fez questão de grampear o local para escutar a conversa dos dois. O que ele não sabia, no entanto, era que os assistentes de som haviam avisado os astros sobre isso. Sobre isso, Rita afirmou para o New York Times: "Cohn via quando eu entrava e saia. Cohn tinha grampeado meu camarim. Sabe, quem gostaria de ficar nesses camarins horríveis?" 

Os dois, aliás, fizeram questão de provocar o chefe do estúdio, como Glenn conta: "Resolvemos então brincar com Cohn. No microfone dele, ensaiamos uma cena que nunca poderíamos fazer no filme. Eu começava a rosnar: 'Ah, Rita, vamos meu amor, vem com tudo' e Rita falava: 'Vamos meu amor', repetindo uma frase da canção de Gilda, Amado Mio: 'Ame-me para sempre e deixe para sempre ser hoje'. Harry nunca percebeu a brincadeira e às vezes tínhamos que sair correndo do camarim porque não conseguimos conter as risadas!" 

Se eles tiveram realmente um caso? Sim, Rita e Glenn tiveram um romance que durou por mais de quarenta anos, entre idas e vindas, namoros, casamentos e atribulações da vida. Os dois nunca deixaram de se amar como pode-se ver pela história de amizade deles. 

Os Amores de Carmen (Carmen, 1948)

O último filme de Rita Hayworth em Hollywood, antes de se casar com seu terceiro marido, o príncipe Ali Aga Khan, Os Amores de Carmen (Carmen, 1948) não aconteceu sem algumas atribulações. Primeiro, a presença dominante do pai de Hayworth, Eduardo Cansino para lhe ensinar os passos de dança da película e, depois, o senso de inadequação de Glenn Ford ao interpretar o soldado José. 

O filme foi uma adaptação de Carmen, livro de Prosper Merimeé, que conta a história da cigana Carmen, vivida por Rita Hayworth, que enfeitiça o soldado Don José e o leva, pouco a pouco, para a ruína do ódio e amor. Esse foi o primeiro filme de Hayworth que fez parte de sua produtora Beckworth Productions, após sua renovação de contrato com a Columbia. A produtora lhe garantiria mais lucros e mais poder sobre suas personagens. Infelizmente, logo depois de Carmen, Rita se "aposentou" da carreira e não aproveitaria os frutos da Beckworth Productions. 

Rita Hayworth e Glenn Ford em Os Amores de Carmen (Carmen, 1948)
Participando do filme por um pedido especial de Rita, Glenn Ford já admitiu que esse foi um dos seus piores filmes: "Foi um dos piores erros que já fiz na minha vida, constrangedor. Mas valeu a pena, apenas para trabalhar com ela novamente." Ele se considerava completamente fora do padrão do personagem e se sentia muito tolo ao usar as roupas da época. Rita Hayworth, aliás, não estava muito mais confortável do que ele: o estúdio, ao querer criar uma atmosfera mais "familiar" para o primeiro filme que Rita produziria, além de estrelar, chamou seu pai Eduardo e seu irmão Vernon para participar. Enquanto seu irmão teve um pequeno papel como soldado, seu pai a ensinava os passos, criados por outro profissional, algo que Eduardo ressentiu demais. 

Apenas contando um com o outro, Rita e Glenn continuaram seu tórrido caso de amor, mas a atriz tinha consciência de que ele não se separaria da esposa Eleanor Powell e nem queria, afinal não seria uma "destruidora de lares". Após o fim das gravações de Os Amores de Carmen (Loves of Carmen, 1948), Hayworth descobriu estar grávida! Peter Ford, filho de Glenn, afirma que Rita ficou grávida de seu pai e ela foi para Paris, na França para realizar um aborto depois do final das gravações, em fevereiro de 1948. Já outras publicações, sem fontes confirmadas, replicam a teoria que a gravidez foi de um caso de Rita com o magnata Howard Hughes, que não queria a criança. 

Seja como for, a verdade é que Rita teria mesmo realizado um aborto. Na revista Newsweek, edição de julho de 1948, foi reportado que ela ficou internada na ala de maternidade do Hospital Americano em Neuilly, na França para tratar de uma "misteriosa doença" e que apenas teria ficado naquela ala pois o hospital estava lotado. Muito suspeito, certo? Outros jornais deram a notícia de que ela estaria sofrendo de "anemia" e ficou alguns dias internada, recebendo uma transfusão de sangue (o suposto aborto teria ocorrido no final de maio de 1948). Isso só adiciona para confirmar um possível aborto de Hayworth. De qual dos dois, não se sabe. Logo depois, Rita conheceu Ali Khan, tornou-se princesa e deu à luz sua segunda filha, Yasmin Khan. 

Apesar de todas essas tribulações por trás das câmeras, Os Amores de Carmen (The Loves of Carmen, 1948) reuniu o trio de sucesso que eram as estrelas e o diretor Charles Vidor e, apesar de não ser fiel ao livro, tem uma atmosfera bem gostosa de assistir, com a sempre inigualável química de Hayworth e Glenn (o que é motivo suficiente para assistir qualquer filme com eles). 

Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad, 1952) 

De volta para Hollywood, mas não por escolha própria, Rita Hayworth estrelou em seu primeiro filme após deixar seu príncipe: o Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad, 1952). Ela teve uma reunião com Glenn Ford, seu grande amigo, já que o estúdio Columbia queria tentar recriar, para sua volta, a mesma atmosfera de seu grande filme Gilda (idem, 1946).

Uma Viúva em Trinidade (Affair in Trinidad, 1952) conta a história da sedutora Chris, vivida por Rita, uma cantora de boate que descobre que seu marido havia se matado. Depois de investigações, descobre-se que ele, na verdade foi morto. É aí que entra seu irmão, Steve, vivido por Glenn Ford, que resolve investigar a morte sozinho. O que ele não contava é que se apaixonaria por Chris no processo.

Rita Hayworth e Glenn Ford se divertindo no set de filmagens de Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad, 1952)
O filme começou a ser gravado em 25 de janeiro de 1952 e todos sabiam que esse era um filme feito para apenas Rita. Juanita Moore, que interpretava a empregada de Rita na película, revelou em entrevista para Sam Staggs: "Eu era o azarão. Mas o Glenn também, de certa maneira. Todo mundo sabia que era o filme da Rita, então ele estava em segundo lugar, você poderia dizer." Deixou claro, no entanto, que tanto Glenn quanto Rita foram amáveis e se tornaram seus amigos durante as filmagens.

Depois de anos separados, Glenn apenas aceitou o filme para o bem de sua amiga, Rita e de acordo com a biografia Glenn Ford: A Life, ficou chocado ao notar a mudança em Hayworth:
"Eu não sei se foi o casamento ter acabado ou as brigas com Harry Cohn, ou apenas a passagem do tempo, mas ela tinha mudado. Ela ainda era uma mulher linda, mas o fogo não queimava nela como antes. Ela parecia cansada agora, com uma tristeza em seus olhos. Ela estava infeliz durante quase o tempo todo. Nós que a amávamos tentamos tirá-la disso, mas sem sucesso." 
Vicent Sherman, diretor do filme, também confirmou em sua autobiografia Studio Affairs: My Life as a Film Director que Rita começou o filme bem insegura: "Durante as primeiras semanas de gravação, ela estava nervosa, mas eu entendi e passei um tempo a mais treinando com ela. Sua confiança voltou e ela foi melhorando (...)Mas o que era incrível era ver como seus olhos brilhavam e seu corpo se movia eletricamente quando ela era chamada para dançar."

Uma Viúva em Trinidad (Affair in Trinidad, 1952) foi uma cópia menos bem-sucedida que Gilda (idem, 1946) e escrita por Virgina Van Upp com o propósito de imitar o antigo sucesso. A camaradagem de Rita e Glenn continuava, os dois ainda eram melhores amigos, mas a presença vibrante de Rita nas telonas não existia mais e isso prejudicou sua química sempre presente com Ford. Uma história fraca, sem suspense algum - a única coisa que brilhava na tela, como Sherman admite, era a dança de Hayworth. Isso nunca falhava em trazer o brilho em seus olhos. 

Dinheiro é Armadilha (The Money Trap, 1965) 

Em 1965, Rita Hayworth não estava mais casada: depois de seu último casamento com o abusivo produtor James Hill, ela decidiu dar um tempo e tomou a resolução de não se casar novamente. Pronta para voltar ao trabalho, a atriz decidiu aceitar uma oferta para trabalhar, novamente, com Glenn Ford no filme noir Dinheiro é Armadilha (The Money Trap, 1965). A oferta veio do produtor Max Younstein após admirá-la (e ler críticas favoráveis) em sua performance em O Mundo do Circo (Circus World, 1964).

No filme Dinheiro é Armadilha (The Money Trap, 1965) Rita Hayworth interpreta Rosalie Kenny, uma antiga amante e amiga de Joe Baron (Glenn Ford). É Glenn, desta vez, que tem o papel de protagonista: ele interpreta um policial, casado com a bela e jovem Lisa (Elke Sommer) e vivendo da herança do pai da moça. Mas quando o dinheiro começa a acabar e eles tem que enfrentar a realidade, um presente cai do céu: um dentista, interpretado por Joseph Cotten, impede um bandido de roubar sua fortuna e Joe vê aí uma oportunidade para ficar rico.

Rita Hayworth e Glenn Ford em seu último filme juntos- dessa vez para a MGM
O filme foi um dos últimos classificados "B", ou seja, aqueles que eram feitos apenas para dar apoio aos grandes lançamentos dos estúdios e não foi um grande sucesso de bilheteria. As performances de Glenn, Joseph e Rita foram muito elogiadas, com alguns maldosos críticos, inclusive da Time Magazine afirmando que "enquanto a beleza de Hayworth se esvaia, melhor ela se tornava como atriz."

Na época da filmagem, Glenn Ford estava namorando com sua futura esposa, Kathryn Hays, com quem ficaria até 1969 e o reencontro dos dois, nas telonas, não foi nada além de pura amizade. Superprotetor, Ford sempre defendia e atendia os desejos de sua amiga Rita que já estava, pouco a pouco se deteriorando (muitos pensavam ser pelo álcool, mas na verdade era o estágio inicial da doença de Alzheimer).

Assim, quando o casamento de Ford se deteriorou ele resolveu morar em uma casa adjacente a de Rita, no começo dos anos 60 (e sim as esposas de Glenn já sabiam dessa condição). A atriz até mencionou o fato em uma entrevista para o New York Times: "Ele é tão quieto que nem sei quando ele está lá." Foi neste momento que eles retomaram o romance e escreveram inúmeras cartas bem carinhosas um para o outro. Mas com a saúde de Rita se deteriorando, com Ford até a encontrando desmaiada em sua casa no final dos anos 70, a atriz recebeu uma ordem do juiz que deveria morar com sua filha, Yasmin Aga Khan e que a jovem seria responsável por seu tratamento e bem-estar.

Glenn Ford nunca a visitou quando o Alzheimer começou a avançar e apagar todas as memórias de Rita afirmando que não conseguiria vê-la naquela estado. Rita faleceu em 14 de maio de 1987 e até a morte de Glenn, em 2006, ele mantinha em sua cabeceira uma foto de Hayworth com uma rosa fresca todos os dias.


Uma das maiores e, mais icônicas, parcerias do cinema clássico, Rita Hayworth e Glenn Ford se amaram até o fim, assim como os personagens que deram vida nas telonas. O "ódio pode até ser uma emoção excitante", mas os dois atores provaram que amar assim é muito mais satisfatório. 
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Sobre Gabriella Baliego
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2 comentários:

  1. Poxa!! Que história e tanto!! Almas gêmeas.

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    1. Olá, Chirlene, com certeza né? Eu realmente acredito que os dois eram almas gêmeas, mas nunca conseguiram fazer dar certo, por algum motivo ou outro. Uma pena!

      A devoção de Glenn com a Rita é muito lindo de se ver <3

      Obrigada e volte sempre :)

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